sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017

Direitos dos soropositivos

Sempre que o Breno lê alguma notícia que chama atenção sobre HIV/Aids ele me manda o link.

Ontem ele mandou uma notícia que falava sobre um funcionário que foi indenizado após o empregador fazer o exame para Hiv ao contrata-lo e logo que descobriu sua sorologia positiva acabou por despedi-lo. 

Eu sabia que não é permitido que as empresas façam esse tipo de exame e muito menos que o funcionário seja demitido por ser soropositivo. Mas infelizmente vemos de tudo nessa vida. A justiça foi feita e o rapaz indenizado, porém seus direitos foram violados e não há dinheiro nenhum capaz de pagar por isso.

Encontrei no site sobre Hiv do Governo alguns direitos dos soropositivos e achei importante compartilhar aos amigos e leitores. 

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Direitos do soropositivo

Atendimento, tratamento e medicamento gratuitos
O Sistema Único de Saúde garante o tratamento, o acesso aos medicamentos e a realização dos exames médicos necessários ao diagnóstico a todos os residentes no Brasil.

Sigilo sobre a sua condição sorológica
Em respeito à intimidade e à privacidade, nenhuma pessoa pode divulgar quem tem HIV/aids sem prévia autorização, mesmo os profissionais de saúde.

Queda da obrigatoriedade do exame de aids no teste admissional
As empresas não podem mais obrigar um profissional a fazer o teste de detecção de aids ao começar em um novo emprego.

Permanecer no trabalho
Nenhum empregador pode demitir o empregado apenas por ter HIV. A demissão por discriminação pode gerar ação trabalhista para que o trabalhador seja reintegrado. Se, além disso, a demissão for constrangedora, o trabalhador pode requerer indenização por danos morais.

Valores do PIS/PASEP e FGTS
O soropositivo tem o direito de efetuar o levantamento do FGTS e do PIS/PASEP, independentemente de rescisão contratual ou de comunicação à empresa.

Benefício de prestação continuada
Toda pessoa com aids que esteja incapacitada para o trabalho e com renda familiar inferior a 1/4 do salário mínimo tem direito ao Benefício de Prestação Continuada (BPC), pago pelo Governo Federal.

Isenção do pagamento de IR
Portadores de doenças crônicas, inclusive a aids, têm direito à isenção do pagamento de imposto de renda, quando receber proventos de aposentadoria, reforma por acidente em serviço e pensão.

Ninguém deve sofrer discriminação por viver com HIV/aids

Caso isso aconteça, recomenda-se ir à delegacia de polícia e fazer um boletim de ocorrência ou ir à defensoria pública ou outro órgão de proteção de direitos, como a OAB, por exemplo.

Fonte: http://www.aids.gov.br/pagina/o-que-voce-precisa-saber-sobre-aids

Portanto, meus queridos, não deixem ninguém discriminar, tratar diferente ou diminuir vocês por sua sorologia, cada pessoa é maravilhosa por ser quem é e ninguém tem o direito de julgar ninguém. Todos merecem respeito! 

Fiquem atentos aos seus direitos como cidadãos primeiramente, mas também como soropositivos.

Beijos e abraços,
Edna

Tratamento no Brasil

Por muitas vezes reclamamos de nosso país, para alguns parece ser mais um costume de sempre ter algo para poder estar reclamando.

Convenhamos: o Brasil tem sim muitas "coisas erradas", mas qual país não as tem?

A última vez que esteve presente no grupo de soropositivos do Cta o Breno compartilhou comigo uma informação que foi dita ni encontro:

"O Brasil é um dos países que fornece o tratamento completo para o HIV, desde consultas médicas até a medicação, de maneira gratuita"

Ou seja, em alguns países os soropositivos têm que pagar pelo tratamento, mas e aqueles que não possuem dinheiro?
Pesquisando melhor descobri que em alguns lugares os soropositivos pagam somente pelos impostos do tratamento. Porém há países em que não existe saúde gratuita como o SUS do Brasil, portanto todas as consultas são pagas, e os valores não são nada acessíveis...

Portanto, só há o que agradecer e reconhecer que apesar de muitas falhas nesse quesito o país é referência, afinal enquanto não há cura o tratamento é a melhor opção para se viver com saúde e qualidade de vida!

Muita saúde á todos!

Beijos e abraços
Edna

terça-feira, 3 de janeiro de 2017

Entrevista de Breno para Edna

Alguns dias atrás o Breno disse que havia pensado em elaborar algumas perguntas para que eu respondesse, assim como fiz com ele a algum tempo atrás. 

Topei.

- Como é viver com um soropositivo?

Viver com um soropositivo é normal, é como viver com qualquer outra pessoa. O vírus se torna apenas um detalhe, em que na maioria das vezes nem lembro que existe. O soropositivo é uma pessoa normal, sente dor, alegria, prazer, tem medos, sonhos e etc, como qualquer outra pessoa. O Breno continua igual a quando nos conhecemos e ainda não havia o diagnóstico. 

- O que você diria a um casal em que um deles acabou de descobrir que é soropositivo?

Diria para terem calma e paciência. Buscar conhecimento, pois tudo aquilo que é desconhecido assusta. Se há a vontade de permanecer juntos lutem por isso, é possível se relacionar normalmente com alguém soropositivo, O que vai mudar é a inclusão da camisinha, que também não é nada de anormal, com o tempo se percebe que o sexo não é somente pênis/vagina/ânus, mas sim composto por muitos outros carinhos do cotidiano e a camisinha fica indispensável ao ponto de não se imaginar em uma relação sem ela. A pessoa vai mais frequentemente ao médico, acompanha mais a saúde, se cuida mais e como consequência cuida daqueles que estão ao seu redor. 

- Você tem medo que eu fique doente?

Sim, porém sei que há muitos cuidados para que isso não aconteça e no que depender de mim sempre terá o apoio necessário para que continue seguindo o tratamento e os cuidados necessário para que continue com saúde. 

- Sabendo que sou soropositivo e mesmo nós nos cuidando 100% você tem medo de contrair o vírus?

Sim, não pelo vírus em si, acho que o medo é do preconceito e também da influência que isso traria para algumas pessoas que fazem parte da minha vida.

- Você acredita numa cura para o vírus?

Sim e acredito até que já exista, mas como produzir remédio dá mais lucro do que produzir a cura ela ainda não é opção, mas eu tenho esperanças, sei que viverei para ver a cura.

- Deixe um recado.

Algumas vezes, depois de frequentarmos alguns lugares cheio de pessoas eu perguntei ao Breno se ele se sentia diferente de qualquer um ali, ou se ele pensa no que as pessoas diriam ao saber que tem Hiv. E ele sempre me respondia que não tinha como ninguém saber, que se contasse talvez ninguém acreditaria, pois é uma pessoa normal. E é isso, o soropositivo é normal, eu compreendo e experienciei que o diagnóstico pode trazer muita confusão e tristeza, mas que com o passar do tempo tem o poder de fortalecer as pessoas e as relações. 

Beijos e Abraços,

Edna.




sábado, 24 de dezembro de 2016

Chega de Preconceito



Dezembro, marca o mês da “Luta” contra o HIV tendo o Dia Internacional dessa luta. Não gosto de usar o termo “Luta” porque esse termo não combina com nós, não lutamos com ninguém, não fazemos mal a ninguém, apenas queremos o bem para todos.

Dias atrás na empresa que trabalho, colocaram um cartaz sobra esse tema, quando li esse cartaz fiquei indignado porque era para acabar com o preconceito, mas um cartaz desse o preconceito irá aumentar ainda mais. 



 Não somos monstros, somos pessoas normais que temos apenas um “pequeno detalhe” que ele não define quem somos, só queremos um pouco de respeito da sociedade, isso não é pedir muito.

O preconceito é umas das piores invenções, que o homem inventou.

"Rótulos não são coisas idiotas? Eles deviam vir apenas em garrafas e potes de geleias, não em seres humanos."

Hoje véspera de natal, um dia para ficarmos em paz, mas queremos paz sempre...

Desejo a todos um Natal de muita Paz e Amor com muitas coisas boas sempre, pois é o que precisamos.



 ...Breno...
 

domingo, 13 de novembro de 2016

Atletas com HIV

Essa semana Magic Johnson publicou uma carta revelando ao mundo como é viver com o HIV a 25 anos.
Abaixo mais alguns atletas que alguns eram soropositivos que não estão mais entre nós e alguns sim, imagino que essa lista poderia ser mais extensa. Mas cada um tem o direito de falar ou não...



Tim Richmond – Vindo de uma família rica, Richmond fez sucesso na Nascar rapidamente e conseguiu sua melhor colocação em 1986, quando ficou em terceiro lugar. Só que ele não participou da primeira corrida do ano seguinte por causa de pneumonia. Após não conseguir pilotar em parte de 87, ele tentou voltar em 88, mas foi suspenso por usar substâncias proibidas. O piloto morreu em 1989, sem que a causa da sua morte fosse anunciada. Alguns dias depois, a família deu uma coletiva afirmando que ele tinha contraído o vírus HIV, que já se mostrava presente há alguns anos.


  
Roy Simmons – Simmons teve boas temporadas com New York Giants e Washington Redskins na NFL no início dos anos 80, mas sua carreira terminou cedo. Após os primeiros boatos de que ele seria homossexual, o ex-guard buscou isolamento de sua família e chegou até a ser mendigo por um tempo. Em 1992, ele assumiu a homossexualidade em um programa de televisão, e cinco anos depois, descobriu que era soropositivo. O ex-jogador faleceu em 2014, vítima de pneumonia.



Artur Ashe – Após uma carreira vitoriosa com três títulos em Grand Slams, o tenista que hoje dá nome à principal quadra do complexo do US Open descobriu que tinha contraído o vírus HIV após sofrer com sintomas de toxoplasmose, uma doença comum entre portadores do vírus. Os médicos que cuidaram do tenista acreditam que uma das transfusões de sangue que ele fez após uma cirurgia no coração foi a responsável pela transmissão. Ashe faleceu em 1993, vítima de uma pneumonia relacionado ao vírus.




Greg Louganis – Bicampeão olímpico nos saltos ornamentais na plataforma de 10 metros e no trampolim de 3 metros, Greg Louganis conquistou sua segunda dupla de medalhas em 1988, pouco tempo depois de ser diagnosticado com o vírus HIV. Atualmente com 56 anos, o ex-saltador afirma que a luta contra a doença aumentou sua motivação de manter uma vida mais saudável.


Glenn Burke – Burke foi o primeiro atleta assumidamente homossexual a atuar em uma das grandes ligas esportivas dos Estados Unidos e sofreu por conta disso, sendo trocado pelo Los Angeles Dodgers após recusar se casar com uma mulher, mesmo com os companheiros de clube não vendo problemas em sua homossexualidade e depois ouvindo vários insultos no banco do Oakland Athletics. O jogador morreu em 1995 devido a complicações por causa de AIDS.
 


 Ji Wallace – Em casa, Ji Wallace conquistou a medalha de prata no trampolim nas Olimpíadas de 2000. Cinco anos depois, ele revelou que era homossexual. E em 2012, Ji escreveu uma carta no Sydney Star Observer, um tabloide direcionado ao público LGBT, dizendo que tinha contraído o vírus HIV e que foi inspirado a admitir após ver uma entrevista de Greg Louganis.
 


Magic Johnson – Antes do início da temporada 1991/92 da NBA, um exame médico indicou que Johnson testou positivo para HIV e ele anunciou sua aposentadoria pouco tempo depois, em uma coletiva de imprensa extremamente emocionante. O diagnóstico de Magic mudou a percepção da doença nos EUA, trazendo mais atenção para a causa e diminuindo os estereótipos. Desde então, o agora empresário tem participado bastante de campanhas de prevenção e escreveu um livro sobre a necessidade de segurança durante o sexo.



Esteban de Jesús – Esteban de Jesús foi o principal boxeador de Porto Rico por muitos anos e teve uma ótima carreira, vencendo 58 de suas 63 lutas entre 1969 e 1980. Sua carreira terminou porque depois de consumir cocaína, Esteban se envolveu em uma confusão e matou um garoto de 17 anos. Por causa disso, o ex-boxeador foi sentenciado a morrer na prisão. Cinco anos depois, ele descobriu que seu irmão, Enrique, morreu por causa do vírus HIV. E como ele tinha dividido seringas com o irmão, acabou contraindo o vírus. De Jesús teve sua prisão perdoada após o diagnóstico, mas ele morreu dois meses depois após sair da cadeia.



Tom Waddell – Waddell era médico e atleta do decatlo, modalidade em que representou os Estados Unidos em 1968. Mas sua maior influência no esporte foi a criação dos Jogos Gays, que existem desde 1982 e já têm sua décima edição marcada para 2018, em Paris. Tom foi diagnosticado com AIDS em 1985 e morreu dois anos depois por causa de complicações causadas pela doença.
 

Tommy Morrison – Mais conhecido por atuar ao lado de Sylvester Stallone no quinto filme da série Rocky, Morrison foi um boxeador de bastante sucesso no fim dos anos 80 e início dos 90, ganhando 46 das 50 lutas que disputou. Mas antes de um combate em 1996, a Comissão Esportiva de Nevada anunciou que o boxeador estava suspenso porque tinha testado positivo para o HIV. Ele chegou a batalhar o diagnóstico em 2007, alegando que teria feito testes que deram resultado negativo e que foram confirmados por especialistas. Morrison morreu em 2013, vítima de parada cardíaca.



Fonte: https://esportes.yahoo.com/fotos/atletas-com-hiv-slideshow/atletas-com-hiv-photo-1478545740099.html


Pense bem: HIV não está no rosto, na orientação sexual ou no modo de vida. Está no sangue e no sêmen. Faça o teste de HIV.
Viver com AIDS é possível, com o preconceito, não.
Todo dia é Dia Mundial de luta contra a AIDS. Previna-se.
Amor não protege do HIV, mas a camisinha, sim.
Faça sexo seguro, use camisinha e proteja-se do HIV.
A vida é mais forte que a AIDS.
A AIDS não tem preconceito.
Ame uma pessoa vivendo com HIV.

Abraços...

...Breno...