Oi gente bonita!
Vim contar uma cena que vi, que me chamou muita atenção...
Trabalho perto de um clube e nas quartas-feiras a tarde acontece o baile de idosos lá.
Estava parada quase em frente a esse local, esperando na calçada o semáfaro fechar para poder atravessar a rua, quando vejo do outro lado da rua dois idosos conversando.
Um deles mostra uma sacola com caixa de remédio dentro para o outro e fala:
- Olha aqui, hoje tem, de hoje não passa!
E o outro responde:
- Ta assanhado hein, com esse azulzinho.
Nisso, o sinal fecha e consigo ver na sacola que se trata de viagra, aquele medicamento para impotência sexual que ajuda a manter ereção.
Só que na sacola só tinha a caixa de medicamento e aí eu fiquei pensando:
Viagra tem, o que possibilita ele de manter relações sexuais, mas e a camisinha?
Li várias matérias que comentam o aumento de IST's em idosos, inclusive o hiv.
A camisinha é importante e deve ser usada por pessoas de todas as faixas etárias e não é vergonha nenhuma, inclusive há a distribuição gratuita nas unidades básicas de saúde.
Beijos,
Edna.
Ás vezes a gente tropeça na vida e ela pode perder o sentido. Mas aí a gente levanta e entende que nada está perdido, basta buscar um novo sentido da vida, uma nova vida.
sexta-feira, 2 de fevereiro de 2018
segunda-feira, 15 de janeiro de 2018
Psicólogo gratuito ou com valor simbólico.
Queridos (as), o Breno me sugeriu um post falando de como conseguir atendimento psicológico gratuito ou com valores simbólicos, ou seja um pouco mais em conta do que o valor comum.
Ele percebeu que muitos recém diagnosticados e até alguns que já estão a algum tempo vivendo com hiv estão com essa demanda e nem sempre dispõe de valores para o tratamento.
Então vim dar algumas dicas a vocês:
- Normalmente as universidades prestam atendimento de forma gratuita. No último ano da graduação em psicologia os alunos necessitam de pacientes para aprender a prática clínica e fazem esses atendimentos sem cobrar. Não se preocupem, pois o sigilo é sempre mantido e há um professor que orienta todos os passos. Em qualquer universidade/faculdade que há curso de psicologia há clínica escola com atendimento psicológico.
Aqui há uma lista das universidades no estado de SP que prestam esse serviço:
http://www.sedes.org.br/Departamentos/Psicanalise/arquivos_comunicacao/Clinicas-Escolas%20novo%20(e-mail)%20E-mail.pdf
- A maioria dos CTA's contam com psicólogos e como todo serviço de saúde do governo é de forma gratuita.
- As Unidades Básicas de Saúde também podem fazer o encaminhamento ao psicólogo que é feito no CAPS (Centro de Atenção Psicossocial) de cada cidade.
- Existem algumas ONG's (Organizações não Governamentais) que podem prestar atendimento. Faça uma pesquisa se há alguma em sua região.
- Grupo Indica Psico no Facebook. Nesse grupo há profissionais de várias cidades e os pacientes podem procurar o que mais se encaixa. Os valores da terapia variam de profissional para profissional e com alguns é possível negociar valores. Há profissionais que trabalham com valores mais baixos e acessíveis. https://www.facebook.com/groups/781757395170344/
- Me disponibilizo a fazer orientação psicológica via Skype ou Video chat no Whatsapp por valores simbólico aos interessados. Pagamento por depósito bancário. Informações envie um e-mail para: umnovosentidodavida@gmail.com
Então, digo que buscar psicoterapia não é motivo de vergonha, muito pelo contrário, é buscar qualidade de vida e conhecer a si mesmo.
Espero que o post seja útil!
Beijos e abraços,
Edna.
sexta-feira, 12 de janeiro de 2018
Grupo Amigos todos iguais
Passando para divulgar, com a permissão do administrador, é claro, um grupo super legal que o Breno está fazendo parte.
Ele me contou que é muito bom, falam sobre tudo um pouco, com muito respeito e acolhimento. Então se faz bem para ele faz bem a mim também. Super indico!
Tem no Whatsapp e no Facebook.
Entrem em contato no número indicado.
Beijos,
Edna
Ele me contou que é muito bom, falam sobre tudo um pouco, com muito respeito e acolhimento. Então se faz bem para ele faz bem a mim também. Super indico!
Tem no Whatsapp e no Facebook.
Entrem em contato no número indicado.
Beijos,
Edna
"Acabou para você", diz jogo da Fundação Pró-Sangue sobre pessoa HIV positiva
Olá pessoas lindas!
O Breno viu essa matéria e achou interessante compartilhar.
Menos mau pela instituição ter feito um pedido de desculpa.
Mas hiv não é sinônimo de vida acabada, não acaba o jogo quando se vive com hiv. Muito pelo contrário, é aí que se percebe o quanto se tem para viver e o quanto a vida é valiosa!
Beijos e abraços.
Edna.
Doador de sangue recebeu jogo de tabuleiro que aborda critérios para realizar procedimento com a frase sobre sorologia positiva: "Você perdeu!!!"
Após doar sangue no posto do Hospital das Clínicas da Fundação Pró-Sangue, em São Paulo, na última terça-feira (9), o paulistano Felipe Held recebeu um kit de "brinde", junto do lanche que é oferecido para quem pratica a ação. Dentro da sacola havia bombom, lápis de cera e alguns papeis. Até aí, tudo "normal", mas um jogo de tabuleiro com regras sobre a doação de sangue foi o que chamou a atenção.
A maneira como a peça do jogo se refere à pessoa HIV positiva, como sendo o "fim do jogo" levantou questionamentos de outros internautas que responderam à publicação de Held. "Acho que é denunciável. Vai contra tudo que tem sido feito nos últimos anos, pra conscientizar sobre como o HIV não é o fim do mundo e por isso é importante fazer o teste de diagnóstico", disse um usuário.
"'O jogo acabou para você'. É de uma insensibilidade e estupidez sem tamanho associar uma frase dessas ao diagnóstico de infecção por HIV", escreveu outro.
O outro lado
Questionada sobre o jogo, a Fundação Pró-Sangue afirmou lamentar o caso e se desculpou. A instituição, porém, ressalta que o a frase está inserida em um contexto de um jogo que aborda os critérios para a doação de sangue e afirma que em momento algum foi feita a associação do termo "sorologia positiva" com o HIV.
"Oportunamente, ressaltamos que vários testes sorológicos são realizados e não somente o de HIV dentre eles sífilis, doença de chagas, malária e hepatite B e C. As doações de sangue são fundamentais para garantir a vida de inúmeros pacientes. Uma bolsa com sorologia positiva ou alterada não pode ser transfundida", afirmou a organização em nota.
Um dos requisitos para realizar a doação é a testagem para o sorologia positiva. Entre outras infecções, caso a pessoa esteja vivendo com HIV, causador da Aids , ela não pode fazer o procedimento.
Embora não esteja especificado que a mensagem não se destinava apenas à sorologia positiva para o HIV, o termo é popularmente ligado ao vírus, o que colaborou para que os usuários das redes sociais questionassem os padrões éticos e educacionais do material desenvolvido e distribuido pela Fundação Pró-Sangue. Confira abaixo a nota na íntegra.
A Fundação Pró- Sangue acolhe a crítica do doador Sr. Felipe Held e esclarece:
O jogo de tabuleiro citado foi desenvolvido pela presidente da CIPA Sra. Adriana Debes para ser distribuído para os colaboradores da instituição. Em virtude do número excedente de jogos, foi adaptado para ser entregue aos doadores com o objetivo de reforçar os requisitos básicos para doação, como por exemplo: “Você fez um piercing ou tatuagem, ou ainda maquiagem definitiva. Recue 3 casas”. Vale ressaltar que estes requisitos seguem a legislação.
Quanto ao cartão sorologia positiva, segundo a Sra. Adriana, apenas refere-se à sequência do jogo que se torna interrompida, já que a chegada ou vitória é a doação de sangue. “A intenção era ser objetivo e jamais agressivo”, concluí.
Oportunamente, ressaltamos que vários testes sorológicos são realizados e não somente o de HIV dentre eles sífilis, doença de chagas, malária e hepatite B e C.
As doações de sangue são fundamentais para garantir a vida de inúmeros pacientes. Uma bolsa com sorologia positiva ou alterada não pode ser transfundida.
A Fundação Pró Sangue, há mais de 30 anos, prioriza a qualidade no atendimento, o relacionamento e o respeito aos seus candidatos e doadores. Ressaltamos que o jogo já foi recolhido e não será mais distribuído.
Lamentamos o ocorrido e mais uma vez nos desculpamos.
Avanços
O vírus da imunodeficiência humana (HIV) é o responsável pela Aids, uma síndrome clínica que ainda não tem cura. A doença ataca o sistema imunológico com a destruição dos glóbulos brancos pelo vírus. Dessa forma, o organismo não consegue se defender de doenças oportunistas, o que pode levar a pessoa a óbito.
A transmissão do vírus pode acontecer por meio de relações sexuais sem o uso de preservativo, inclusive por via oral e anal. Além disso, o uso de seringa por mais de uma pessoa, contato com instrumentos que furam ou cortam não esterilizados e transfusão de sangue contaminado também podem transmitir HIV, assim como o fato de uma mãe infectada poder passar para o filho durante a gravidez, parto ou amamentação.
É importante lembrar que beijar, abraçar, tomar banho no mesmo banheiro, usar a mesma piscina, ter contato com suor e lágrima ou usar talheres e copos de pessoas com o vírus não apresentam risco.
O HIV passou a ficar mais conhecido a partir da década de 1980, quando os casos de pessoas infectadas aumentaram. Desde então, esse é um assunto estudado por pesquisadores do mundo todo.
Com o avanço das pesquisas, já foi possível diminuir a incidência dos casos em diversos países. Com a disponibilidade de terapias antirretrovirais, já é possível que pessoas com o vírus tenham uma expectativa de vida muito maior do que há dez anos.
Um estudo publicado pela revista científica britânica The Lancet , realizado pela Universidade de Bristol, no Reino Unido, concluiu que pessoas de 20 anos que começaram o tratamento em 2010 já têm uma expectativa de vida 10 anos mais alta do que a de jovens que foram submetidos ao tratamento com a mesma idade em 1996.
No Brasil tratamento antirretroviral para quem é soropositivo pode ser adquirido pelo Sistema Único de Saúde, e permite a prevenção dos danos causados pelo vírus no sistema imunológico.
Segundo o último Boletim do Ministério da Saúde divulgado em dezembro de 2017, foi apontado um aumento de 4,1% no número de casos de HIV notificados em 2016 no Brasil em comparação a 2015.
Em todo o mundo, mais de 36,7 milhões de pessoas são soropositivas , sendo que 19,5 milhões iniciaram o tratamento antirretroviral apenas em 2016. A maioria dessas pessoas tem qualidade de vida, com um resultado altamente efetivo.
Link deste artigo: http://saude.ig.com.br/2018-01-10/jogo-doacao-de-sangue-hiv-pro-sangue.html
Após doar sangue no posto do Hospital das Clínicas da Fundação Pró-Sangue, em São Paulo, na última terça-feira (9), o paulistano Felipe Held recebeu um kit de "brinde", junto do lanche que é oferecido para quem pratica a ação. Dentro da sacola havia bombom, lápis de cera e alguns papeis. Até aí, tudo "normal", mas um jogo de tabuleiro com regras sobre a doação de sangue foi o que chamou a atenção.
O jogo distribuído pela Fundação Pró-Sangue funciona como o famoso “Jogo da Vida”, em que o jogador avança pelo tabuleiro com o objetivo de chegar ao final primeiro. No caso desse distribuído aos doares de sangue em São Paulo, quando um jogador cai em uma casa específica do tabuleiro, precisa sortear uma das duas cartas "surpresas". Assim, quem tirar a que se refere à “sorologia positiva”, perde o jogo. Isso porque, entre as peças do jogo, um envelope em específico provocou a indignação no doador, já que guardava um bilhete com a seguinte mensagem: “Sorologia positiva – Você perdeu!!! O jogo acabou para você”. Chocado, Held resolveu publicar o caso em seu perfil no Facebook, chamando a atenção para a falta de sensibilidade da empresa. "QUE HORROR", exclamei, no susto, ao abrir o envelope", escreveu na rede social.
O jornalista aponta que a escolha da frase o deixou bastante tocado, especialmente por se tratar de um material elaborado por uma instituição de saúde bastante reconhecida e respeitada, conforme contou Held à reportagem do iG . “Quando abri o envelope e vi aquela mensagem, me coloquei no lugar de quem pode ser soropositivo ou conhecer alguém que seja. Pensei no desconforto ao ler uma frase tão insensível e irresponsável. Acho que eles exageraram ao usar essa abordagem”, critica.
O jornalista aponta que a escolha da frase o deixou bastante tocado, especialmente por se tratar de um material elaborado por uma instituição de saúde bastante reconhecida e respeitada, conforme contou Held à reportagem do iG . “Quando abri o envelope e vi aquela mensagem, me coloquei no lugar de quem pode ser soropositivo ou conhecer alguém que seja. Pensei no desconforto ao ler uma frase tão insensível e irresponsável. Acho que eles exageraram ao usar essa abordagem”, critica.
A maneira como a peça do jogo se refere à pessoa HIV positiva, como sendo o "fim do jogo" levantou questionamentos de outros internautas que responderam à publicação de Held. "Acho que é denunciável. Vai contra tudo que tem sido feito nos últimos anos, pra conscientizar sobre como o HIV não é o fim do mundo e por isso é importante fazer o teste de diagnóstico", disse um usuário.
"'O jogo acabou para você'. É de uma insensibilidade e estupidez sem tamanho associar uma frase dessas ao diagnóstico de infecção por HIV", escreveu outro.
O outro lado
Questionada sobre o jogo, a Fundação Pró-Sangue afirmou lamentar o caso e se desculpou. A instituição, porém, ressalta que o a frase está inserida em um contexto de um jogo que aborda os critérios para a doação de sangue e afirma que em momento algum foi feita a associação do termo "sorologia positiva" com o HIV.
"Oportunamente, ressaltamos que vários testes sorológicos são realizados e não somente o de HIV dentre eles sífilis, doença de chagas, malária e hepatite B e C. As doações de sangue são fundamentais para garantir a vida de inúmeros pacientes. Uma bolsa com sorologia positiva ou alterada não pode ser transfundida", afirmou a organização em nota.
Um dos requisitos para realizar a doação é a testagem para o sorologia positiva. Entre outras infecções, caso a pessoa esteja vivendo com HIV, causador da Aids , ela não pode fazer o procedimento.
Embora não esteja especificado que a mensagem não se destinava apenas à sorologia positiva para o HIV, o termo é popularmente ligado ao vírus, o que colaborou para que os usuários das redes sociais questionassem os padrões éticos e educacionais do material desenvolvido e distribuido pela Fundação Pró-Sangue. Confira abaixo a nota na íntegra.
A Fundação Pró- Sangue acolhe a crítica do doador Sr. Felipe Held e esclarece:
O jogo de tabuleiro citado foi desenvolvido pela presidente da CIPA Sra. Adriana Debes para ser distribuído para os colaboradores da instituição. Em virtude do número excedente de jogos, foi adaptado para ser entregue aos doadores com o objetivo de reforçar os requisitos básicos para doação, como por exemplo: “Você fez um piercing ou tatuagem, ou ainda maquiagem definitiva. Recue 3 casas”. Vale ressaltar que estes requisitos seguem a legislação.
Quanto ao cartão sorologia positiva, segundo a Sra. Adriana, apenas refere-se à sequência do jogo que se torna interrompida, já que a chegada ou vitória é a doação de sangue. “A intenção era ser objetivo e jamais agressivo”, concluí.
Oportunamente, ressaltamos que vários testes sorológicos são realizados e não somente o de HIV dentre eles sífilis, doença de chagas, malária e hepatite B e C.
As doações de sangue são fundamentais para garantir a vida de inúmeros pacientes. Uma bolsa com sorologia positiva ou alterada não pode ser transfundida.
A Fundação Pró Sangue, há mais de 30 anos, prioriza a qualidade no atendimento, o relacionamento e o respeito aos seus candidatos e doadores. Ressaltamos que o jogo já foi recolhido e não será mais distribuído.
Lamentamos o ocorrido e mais uma vez nos desculpamos.
Avanços
O vírus da imunodeficiência humana (HIV) é o responsável pela Aids, uma síndrome clínica que ainda não tem cura. A doença ataca o sistema imunológico com a destruição dos glóbulos brancos pelo vírus. Dessa forma, o organismo não consegue se defender de doenças oportunistas, o que pode levar a pessoa a óbito.
A transmissão do vírus pode acontecer por meio de relações sexuais sem o uso de preservativo, inclusive por via oral e anal. Além disso, o uso de seringa por mais de uma pessoa, contato com instrumentos que furam ou cortam não esterilizados e transfusão de sangue contaminado também podem transmitir HIV, assim como o fato de uma mãe infectada poder passar para o filho durante a gravidez, parto ou amamentação.
É importante lembrar que beijar, abraçar, tomar banho no mesmo banheiro, usar a mesma piscina, ter contato com suor e lágrima ou usar talheres e copos de pessoas com o vírus não apresentam risco.
O HIV passou a ficar mais conhecido a partir da década de 1980, quando os casos de pessoas infectadas aumentaram. Desde então, esse é um assunto estudado por pesquisadores do mundo todo.
Com o avanço das pesquisas, já foi possível diminuir a incidência dos casos em diversos países. Com a disponibilidade de terapias antirretrovirais, já é possível que pessoas com o vírus tenham uma expectativa de vida muito maior do que há dez anos.
Um estudo publicado pela revista científica britânica The Lancet , realizado pela Universidade de Bristol, no Reino Unido, concluiu que pessoas de 20 anos que começaram o tratamento em 2010 já têm uma expectativa de vida 10 anos mais alta do que a de jovens que foram submetidos ao tratamento com a mesma idade em 1996.
No Brasil tratamento antirretroviral para quem é soropositivo pode ser adquirido pelo Sistema Único de Saúde, e permite a prevenção dos danos causados pelo vírus no sistema imunológico.
Segundo o último Boletim do Ministério da Saúde divulgado em dezembro de 2017, foi apontado um aumento de 4,1% no número de casos de HIV notificados em 2016 no Brasil em comparação a 2015.
Em todo o mundo, mais de 36,7 milhões de pessoas são soropositivas , sendo que 19,5 milhões iniciaram o tratamento antirretroviral apenas em 2016. A maioria dessas pessoas tem qualidade de vida, com um resultado altamente efetivo.
Link deste artigo: http://saude.ig.com.br/2018-01-10/jogo-doacao-de-sangue-hiv-pro-sangue.html
terça-feira, 19 de dezembro de 2017
Trabalho com pessoas vivendo com hiv, por que não?
O caso que vou relatar agora não sei se é um caso de preconceito, mas posso afirmar com certeza se tratar de um caso de falta de informação. Tanto que nem contei ainda para o Breno, ele vai saber primeiro lendo aqui.
Sou psicóloga e atendo em uma clínica em que há várias psicólogas, tanto que nem conheço todas.
Semanas atrás, cheguei para atender uma paciente e encontrei uma psicóloga lá, a "D", nos apresentamos e ficamos conversando no consultório enquanto esperava minha paciente.
Nisso, começamos a falar de carreira, falei que sou recém formada, e que fiz psicologia com o intuito de trabalhar em clínica.
Aí a D foi falando um pouco sobre a atuação dela, que é formada a 3 anos, trabalha em clínica, principalmente com crianças e avaliação psicológica, mas que também gosta de outras áreas, como recursos humanos e me perguntou se eu tinha interesse por outra área, respondi que sim, que gosto da psicologia social, especifiquei que tenho muita vontade de trabalhar com grupos, de pessoas vivendo com hiv, câncer, idosos e outros assuntos "polêmicos"...
D logo foi tratando de falar que desses que citei só não trabalharia com hiv. Fiquei estarrecida com o comentário dela, tanto que nem quis saber o porque dela não querer.
Conversamos mais um pouco e eu me despedi para receber minha paciente.
E depois da sessão eu fiquei pensando várias coisas a respeito desse bate papo que tive com a psicóloga D.
Primeiro pensei em quando estava estudando ainda, sobre o que vimos sobre o hiv. Lembro que estudamos sobre o assunto, sobre o aconselhamento, inclusive o professor era um dos mais queridos pela turma e todos gostaram da abordagem humanista com que o assunto foi tratado.
D se formou em outra faculdade, não na mesma que eu.
Será que ela e a turma passaram por essa aula? O assunto hiv foi tratado na graduação? Ou foi visto e interpretado de modo errado?
Difícil.
Só sei que falta conhecimento. Alguém que lida diretamente com a saúde mental das pessoas deve procurar se informar sobre tais assuntos. E principalmente ser livre de todo e qualquer preconceito. Não nos cabe julgar, somente acolher a dor do outro e auxilia-lo a traçar o melhor caminho para fazer as escolhas certas em busca da felicidade.
Beijos.
Edna.
Sou psicóloga e atendo em uma clínica em que há várias psicólogas, tanto que nem conheço todas.
Semanas atrás, cheguei para atender uma paciente e encontrei uma psicóloga lá, a "D", nos apresentamos e ficamos conversando no consultório enquanto esperava minha paciente.
Nisso, começamos a falar de carreira, falei que sou recém formada, e que fiz psicologia com o intuito de trabalhar em clínica.
Aí a D foi falando um pouco sobre a atuação dela, que é formada a 3 anos, trabalha em clínica, principalmente com crianças e avaliação psicológica, mas que também gosta de outras áreas, como recursos humanos e me perguntou se eu tinha interesse por outra área, respondi que sim, que gosto da psicologia social, especifiquei que tenho muita vontade de trabalhar com grupos, de pessoas vivendo com hiv, câncer, idosos e outros assuntos "polêmicos"...
D logo foi tratando de falar que desses que citei só não trabalharia com hiv. Fiquei estarrecida com o comentário dela, tanto que nem quis saber o porque dela não querer.
Conversamos mais um pouco e eu me despedi para receber minha paciente.
E depois da sessão eu fiquei pensando várias coisas a respeito desse bate papo que tive com a psicóloga D.
Primeiro pensei em quando estava estudando ainda, sobre o que vimos sobre o hiv. Lembro que estudamos sobre o assunto, sobre o aconselhamento, inclusive o professor era um dos mais queridos pela turma e todos gostaram da abordagem humanista com que o assunto foi tratado.
D se formou em outra faculdade, não na mesma que eu.
Será que ela e a turma passaram por essa aula? O assunto hiv foi tratado na graduação? Ou foi visto e interpretado de modo errado?
Difícil.
Só sei que falta conhecimento. Alguém que lida diretamente com a saúde mental das pessoas deve procurar se informar sobre tais assuntos. E principalmente ser livre de todo e qualquer preconceito. Não nos cabe julgar, somente acolher a dor do outro e auxilia-lo a traçar o melhor caminho para fazer as escolhas certas em busca da felicidade.
Beijos.
Edna.
Dias inacabados
Esse relato é de algo que me aconteceu nos primeiros dias após receber o diagnóstico, foram dias intermináveis, “torturosos” eram inacabáveis.
A todo momento eu pensava que poderia morrer a qualquer instante, ao mesmo tempo pensava que era mentira por ter acontecido comigo, pelo que Edna não havia pego porque preservativos era eventualidade de usarmos.
Aqueles dias eu estava na época de negação somado à tristeza etc.
Em um dia daqueles tomei uma decisão de ir ao um outro posto de saúde fazer o teste rápido de HIV para eu ter a certeza que tudo aquilo era um engano (pelo menos era o que eu pensava). Pedi opinião de Edna sobre isso e ela me apoiou porque via meu sofrimento, via que eu estava perdido, disse a ela que iria apenas em busca de uma segunda opinião (se é isso que posso dizer). Edna me apoiou mesmo sabendo que já era a realidade, mas não quis me contrariar no momento, ela apenas estava do meu lado e nas minhas decisões, assim até como é hoje.
Bom, era uma sexta-feira ensolarada com muito calor, cheguei no posto e disse que queria fazer o teste, a atendente do balcão era uma amiga minha de infância que a muito tempo eu não a via, nos cumprimentamos coisa e tal e ela pediu para aguardar.
Aguardei uns 5 minutos e fui chamado.
Lembro que era uma enfermeira de cabelos pretos lisos que não passava dos 30 anos (acho rs), na sala ela me perguntou se eu já tinha feito esse teste em outro posto eu disse que não (rs) me explicou como seria o teste e tal, nesse momento ela estava calma e com a agulha furou meu dedo sem nenhuma dificuldade, depois pediu para eu aguardar na recepção uns 10 minutos que logo me chamaria de volta para mostrar o resultado.
Passaram uns 20 minutos contados no relógio, eu suando devido ao calor e um pouco nervoso também, até que fui chamado.
Entrei na sala e a enfermeira disse que deveria refazer o teste, disse que deu um “probleminha” com o coletor, reparei que ela tremia muito e estava um pouco descontrolada, nervosa, acho que ela estava querendo chorar ou com medo, não sei dizer ao certo, nessa hora já imaginei o resultado, como ela tremia muito que até fiquei com medo dela machucar meu dedo ou não conseguir fazer a segunda coleta. Até que ela tirou o sangue necessário e fui novamente para a recepção aguardar mais uns 20 minutos mais ou menos.
Passando o tempo ela me chamou.
Quando entrei na sala tinha mais uma pessoa, me cumprimentou dizendo que era psicóloga do posto.
Em primeiro lugar ela me perguntou se eu estava bem. Respondi que sim.
Depois me perguntou se eu sabia o que era DTS e se eu já tinha feito um exame daqueles outra vez. Disse que sim e que não.
Em seguida ela junto com a enfermeira me deram o resultado do exame, disseram que sou portador do HIV.
Nesse momento fiquei um pouco em silêncio, olhei para a enfermeira, depois para a psicóloga, abaixei a cabeça, fechei os olhos e pensei: Isso é real, aconteceu mesmo, mas não vou morrer disso, quero viver muito ainda!!!!!
A enfermeira perguntou se eu estava bem. Nessa hora eu já tinha derramado algumas lágrimas, então levantei a cabeça, olhei para elas e disse que sim, disse que estava bem.
Eu agradeci a elas pelo tempo que estiveram comigo, imagino que não seja fácil dar essa notícia.
Antes de eu me levantar disse a elas porque eu estava lá, disse que eu estava “perdido” e que logo mais nos próximos dias eu começaria o tratamento com os antirretrovirais.
Nesse momento foi que percebi que não adiantava eu querer fugir, não adiantava querer mentir, negar etc. tudo o que eu faria a partir daquele momento de algum modo isso faria “parte de minha vida”
A única dificuldade de hoje que vejo é o medo e o preconceito das pessoas, pois o desconhecido amedronta; estou aqui vivendo a cada dia igual a todos: com sonhos, desejos, fome, sede, rindo, chorando, amando etc...
Abraços
Breno
A todo momento eu pensava que poderia morrer a qualquer instante, ao mesmo tempo pensava que era mentira por ter acontecido comigo, pelo que Edna não havia pego porque preservativos era eventualidade de usarmos.
Aqueles dias eu estava na época de negação somado à tristeza etc.
Em um dia daqueles tomei uma decisão de ir ao um outro posto de saúde fazer o teste rápido de HIV para eu ter a certeza que tudo aquilo era um engano (pelo menos era o que eu pensava). Pedi opinião de Edna sobre isso e ela me apoiou porque via meu sofrimento, via que eu estava perdido, disse a ela que iria apenas em busca de uma segunda opinião (se é isso que posso dizer). Edna me apoiou mesmo sabendo que já era a realidade, mas não quis me contrariar no momento, ela apenas estava do meu lado e nas minhas decisões, assim até como é hoje.
Bom, era uma sexta-feira ensolarada com muito calor, cheguei no posto e disse que queria fazer o teste, a atendente do balcão era uma amiga minha de infância que a muito tempo eu não a via, nos cumprimentamos coisa e tal e ela pediu para aguardar.
Aguardei uns 5 minutos e fui chamado.
Lembro que era uma enfermeira de cabelos pretos lisos que não passava dos 30 anos (acho rs), na sala ela me perguntou se eu já tinha feito esse teste em outro posto eu disse que não (rs) me explicou como seria o teste e tal, nesse momento ela estava calma e com a agulha furou meu dedo sem nenhuma dificuldade, depois pediu para eu aguardar na recepção uns 10 minutos que logo me chamaria de volta para mostrar o resultado.
Passaram uns 20 minutos contados no relógio, eu suando devido ao calor e um pouco nervoso também, até que fui chamado.
Entrei na sala e a enfermeira disse que deveria refazer o teste, disse que deu um “probleminha” com o coletor, reparei que ela tremia muito e estava um pouco descontrolada, nervosa, acho que ela estava querendo chorar ou com medo, não sei dizer ao certo, nessa hora já imaginei o resultado, como ela tremia muito que até fiquei com medo dela machucar meu dedo ou não conseguir fazer a segunda coleta. Até que ela tirou o sangue necessário e fui novamente para a recepção aguardar mais uns 20 minutos mais ou menos.
Passando o tempo ela me chamou.
Quando entrei na sala tinha mais uma pessoa, me cumprimentou dizendo que era psicóloga do posto.
Em primeiro lugar ela me perguntou se eu estava bem. Respondi que sim.
Depois me perguntou se eu sabia o que era DTS e se eu já tinha feito um exame daqueles outra vez. Disse que sim e que não.
Em seguida ela junto com a enfermeira me deram o resultado do exame, disseram que sou portador do HIV.
Nesse momento fiquei um pouco em silêncio, olhei para a enfermeira, depois para a psicóloga, abaixei a cabeça, fechei os olhos e pensei: Isso é real, aconteceu mesmo, mas não vou morrer disso, quero viver muito ainda!!!!!
A enfermeira perguntou se eu estava bem. Nessa hora eu já tinha derramado algumas lágrimas, então levantei a cabeça, olhei para elas e disse que sim, disse que estava bem.
Eu agradeci a elas pelo tempo que estiveram comigo, imagino que não seja fácil dar essa notícia.
Antes de eu me levantar disse a elas porque eu estava lá, disse que eu estava “perdido” e que logo mais nos próximos dias eu começaria o tratamento com os antirretrovirais.
Nesse momento foi que percebi que não adiantava eu querer fugir, não adiantava querer mentir, negar etc. tudo o que eu faria a partir daquele momento de algum modo isso faria “parte de minha vida”
A única dificuldade de hoje que vejo é o medo e o preconceito das pessoas, pois o desconhecido amedronta; estou aqui vivendo a cada dia igual a todos: com sonhos, desejos, fome, sede, rindo, chorando, amando etc...
Abraços
Breno
sexta-feira, 8 de dezembro de 2017
"Dezembro vermelho"
Me chamou atenção a escassez de campanhas voltadas a luta contra o hiv/aids, já que agora é "Dezembro vermelho".
Vi cartazes apenas nos terminais de ônibus, que recebiam tímidos olhares das pessoas, como se aquilo não existisse.
Temos setembro amarelo, em prevenção ao suicídio. Outubro rosa em conscientização ao câncer de mama. Novembro azul em conscientização ao câncer de próstata.
Todas esses meses vemos as instituições, lojas, prefeitura e etc realizando campanhas, querendo mostrar as pessoas a importância da luta contra tais acontecimentos. Todos usam laços das cores correspondentes ao mês, mas quando chega dezembro ninguém quer usar o laço vermelho.
Hiv/aids ainda é tabu para a sociedade, falta conhecimento!
Ninguém tem hiv porque quer, as pessoas vivendo com hiv não são sujas, doentes e nem armas químicas ambulantes. São seres humanos com sentimentos como todo mundo, que enfrentam grandes batalhas e muitas vezes "matam um leão por dia" para estar onde se encontram.
E se você tem medo é bem simples, comece respeitando as pessoas com hiv, pois você provavelmente já teve contato com um soropositivo em sua vida e muitas vezes nem sabe.
Mais amor, respeito, empatia e carinho com o próximo!
Eu uso, e você?
Beijos,
Edna
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