Gente bonita, aqui estou eu para contar mais um "causo".
Esses dias precisei ir aos correios e como sempre eu adoro bater papo com as pessoas, em qualquer lugar que vou basta puxar conversa que eu continuo (rs).
Então a atendente estava falando dos idosos, que estavam indo bastante na agencia nos últimos dias para receber o beneficio e etc. Eis que a conversa passa para ceder lugar no ônibus e é aí que meu relato se encaixa com a temática do blog.
Ela contou que a alguns anos tinha uma vizinha de 14 anos que era bastante "danadinha" nas palavras dela, ou seja: bastante ativa sexualmente. Eis que a tal menina engravidou e os conhecidos ficaram brincando que agora teriam que dar lugar no ônibus para ela sentar, já que era uma mulher grávida, e todos riam da situação por verem ela como uma simples menina mesmo que nessa situação.
Então a atendente fica com um ar nostálgico e fala que a menina morreu logo, quando estava com 22 anos.
Por curiosidade acabei perguntando se ela sabia o motivo da morte. Ela falou da seguinte forma:
- Dizem que foi pneumonia, mas, sabemos que normalmente quem tem aids e não cura pode morrer disso. Você sabe que hoje ninguém mais morre de aids né mocinha? Basta a pessoa se cuidar, não é a aids que mata, mas sim as doenças se a pessoa não tratar.
Concordei com ela, claro.
E fiquei admirada, pois é muito difícil ouvir as pessoas falando assim sobre esse assunto, normalmente se vê preconceito, infelizmente.
Que o mundo tenha mais pessoas conscientes como ela, de que hoje em dia se pode viver com hiv e tendo saúde e qualidade de vida.
Beijos,
Edna.
Ás vezes a gente tropeça na vida e ela pode perder o sentido. Mas aí a gente levanta e entende que nada está perdido, basta buscar um novo sentido da vida, uma nova vida.
segunda-feira, 19 de fevereiro de 2018
domingo, 18 de fevereiro de 2018
(Não) Bem-Vindos
(Não) Bem-Vindos
78 países ainda negam ou restringem entrada de estrangeiros com HIV e aids, alerta Unaids
Para muitos milhões de pessoas vivendo com HIV ao redor do mundo, restrições de viagem são um lembrete diário de que elas não possuem liberdade de se movimentarem pelo mundo. Em 2011, os membros das Nações Unidas concordaram em eliminar restrições de viagem baseadas no HIV.
Verde: 130 países não têm restrições para entrada, permanência e residência de soropositivos
É o número de países, territórios e áreas que não possuem restrições específicas relacionadas ao HIV para entrada, permanência ou residência.
13 É o número de países que recentemente aboliram restrições de viagem:
Andorra, Armênia, China, Fiji, Mongólia, Namíbia, Coreia do Sul, Moldova, Eslováquia, Tajiquistão, Ucrânia, Estados Unidos, Uzbequistão
Amarelo: 46 países impõem alguma forma de restrição na entrada de pessoas com HIV
É o número de países, territórios e áreas que impõem alguma forma de restrição de entrada, permanência ou residência de pessoas vivendo com HIV, baseados em estado sorológico.
Laranja claro: 21 países deportam pessoas quando descobrem que elas têm HIV
É o número de países, territórios e áreas que deportam indivíduos uma vez que seu estado sorológico é descoberto.
Bahrain, Brunei, Coreia do Norte, Egito, Iraque, Jordânia, Kuwait, Malásia, Omã, Qatar, Rússia, Arábia Saudita, Singapura, Sudão, Síria, Emirados Árabes Unidos, Iêmen, Singapura, Ilhas Turcas e Caicos
Laranja escuro: 5 países exigem o diagnóstico para o HIV de pessoas que solicitam o visto; e em caso de diagnóstico positivo fazem várias exigências.
É o número de países, territórios e áreas que requerem que uma pessoa demonstre que é HIV negativa para ter sua entrada permitida mesmo para períodos curtos (10 a 90 dias).
Egito, Iraque, Qatar, Singapura, Ilhas Turcas e Caicos
Vermelho: 5 países negam qualquer tipo de visto para pessoas com HIV
É o número de países, territórios e áreas que têm uma proibição total de entrada e permanência de pessoas vivendo com HIV:
Brunei, Omã, Sudão, Emirados Árabes Unidos, Iêmen
No Egito, Iraque, Singapura, Catar e nas ilhas britânicas Turks e Caicos são negados qualquer tipo de visto a pessoas com HIV. Em países como Rússia, Austrália, Nova Zelândia, Cuba e Paraguai a entrada é dificultada.
Apesar dos Estados membros da Organização das Nações Unidas terem assinado no ano passado um acordo para acabar com as restrições nas concessões de vistos para soropositivos, 78 países ainda proíbem ou limitam a entrada de estrangeiros vivendo com o vírus. O alerta foi feito nesta segunda-feira, 14 de maio, pelo Programa Conjunto das Nações Unidas para o HIV e Aids (Unaids).
Segundo o Unaids, os Estados Unidos, China, Ucrânia, Armênia Namíbia e Fiji retiraram recentemente as barreiras que tinham contra a entrada de infectados pelo HIV.
Nos Estados Unidos, o ex Presidente Barack Obama pôs fim em 2010 à restrição criada pelo seu antecessor George W.Bush. A liberação na concessão de vistos para soropositivos foi essencial para que o País voltasse a receber, depois de 20 anos, a Conferência Internacional de Aids. O evento ocorrerá na cidade de Washington de 22 a 27 de julho.
No Brasil, o Sistema Único de Saúde (SUS) oferece o tratamento da aids para qualquer pessoa, independentemente da nacionalidade.
Segundo estimativas do Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde, 620 estrangeiros estão em tratamento antirretroviral no Brasil. A maioria é de Portugal, Angola, Argentina, Itália e Uruguai, e o Estado de São Paulo é o que mais tem estrangeiros sendo atendidos.
Redação da Agência de Notícias da Aids
Fonte: www.agenciaaids.com.br/home/noticias/volta_item/18967
78 países ainda negam ou restringem entrada de estrangeiros com HIV e aids, alerta Unaids
Para muitos milhões de pessoas vivendo com HIV ao redor do mundo, restrições de viagem são um lembrete diário de que elas não possuem liberdade de se movimentarem pelo mundo. Em 2011, os membros das Nações Unidas concordaram em eliminar restrições de viagem baseadas no HIV.
Verde: 130 países não têm restrições para entrada, permanência e residência de soropositivos
É o número de países, territórios e áreas que não possuem restrições específicas relacionadas ao HIV para entrada, permanência ou residência.
13 É o número de países que recentemente aboliram restrições de viagem:
Andorra, Armênia, China, Fiji, Mongólia, Namíbia, Coreia do Sul, Moldova, Eslováquia, Tajiquistão, Ucrânia, Estados Unidos, Uzbequistão
Amarelo: 46 países impõem alguma forma de restrição na entrada de pessoas com HIV
É o número de países, territórios e áreas que impõem alguma forma de restrição de entrada, permanência ou residência de pessoas vivendo com HIV, baseados em estado sorológico.
Laranja claro: 21 países deportam pessoas quando descobrem que elas têm HIV
É o número de países, territórios e áreas que deportam indivíduos uma vez que seu estado sorológico é descoberto.
Bahrain, Brunei, Coreia do Norte, Egito, Iraque, Jordânia, Kuwait, Malásia, Omã, Qatar, Rússia, Arábia Saudita, Singapura, Sudão, Síria, Emirados Árabes Unidos, Iêmen, Singapura, Ilhas Turcas e Caicos
Laranja escuro: 5 países exigem o diagnóstico para o HIV de pessoas que solicitam o visto; e em caso de diagnóstico positivo fazem várias exigências.
É o número de países, territórios e áreas que requerem que uma pessoa demonstre que é HIV negativa para ter sua entrada permitida mesmo para períodos curtos (10 a 90 dias).
Egito, Iraque, Qatar, Singapura, Ilhas Turcas e Caicos
Vermelho: 5 países negam qualquer tipo de visto para pessoas com HIV
É o número de países, territórios e áreas que têm uma proibição total de entrada e permanência de pessoas vivendo com HIV:
Brunei, Omã, Sudão, Emirados Árabes Unidos, Iêmen
No Egito, Iraque, Singapura, Catar e nas ilhas britânicas Turks e Caicos são negados qualquer tipo de visto a pessoas com HIV. Em países como Rússia, Austrália, Nova Zelândia, Cuba e Paraguai a entrada é dificultada.
Apesar dos Estados membros da Organização das Nações Unidas terem assinado no ano passado um acordo para acabar com as restrições nas concessões de vistos para soropositivos, 78 países ainda proíbem ou limitam a entrada de estrangeiros vivendo com o vírus. O alerta foi feito nesta segunda-feira, 14 de maio, pelo Programa Conjunto das Nações Unidas para o HIV e Aids (Unaids).
Segundo o Unaids, os Estados Unidos, China, Ucrânia, Armênia Namíbia e Fiji retiraram recentemente as barreiras que tinham contra a entrada de infectados pelo HIV.
Nos Estados Unidos, o ex Presidente Barack Obama pôs fim em 2010 à restrição criada pelo seu antecessor George W.Bush. A liberação na concessão de vistos para soropositivos foi essencial para que o País voltasse a receber, depois de 20 anos, a Conferência Internacional de Aids. O evento ocorrerá na cidade de Washington de 22 a 27 de julho.
No Brasil, o Sistema Único de Saúde (SUS) oferece o tratamento da aids para qualquer pessoa, independentemente da nacionalidade.
Segundo estimativas do Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde, 620 estrangeiros estão em tratamento antirretroviral no Brasil. A maioria é de Portugal, Angola, Argentina, Itália e Uruguai, e o Estado de São Paulo é o que mais tem estrangeiros sendo atendidos.
Redação da Agência de Notícias da Aids
Fonte: www.agenciaaids.com.br/home/noticias/volta_item/18967
...Breno...
terça-feira, 13 de fevereiro de 2018
Transou sem camisinha no Carnaval? Agir rápido pode evitar HIV e gravidez
Se você esqueceu a camisinha na hora do sexo casual e, agora, está preocupada (o) com as consequências deste vacilo carnavalesco, ainda é possível se prevenir tanto contra uma indesejável gravidez como contra a contaminação do vírus HIV. Mas é preciso agir rápido.
"Todos são passíveis a erros, portanto não se envergonhe. O importante é buscar uma unidade de saúde para o tratamento pós-exposição em até 72 horas", afirma Alexandre Naime Barbosa, consultor da Sociedade Brasileira de Infectologia e professor da Unesp (Universidade Estadual Paulista), ao se referir ao PEP (Profilaxia Pós-Exposição ao HIV).
Uma medida de prevenção à infecção pelo vírus HIV está disponível gratuitamente na rede pública de saúde com índice de sucesso de 98%, segundo Ivone de Paula, gerente da área de prevenção do Centro de Referência e Treinamento DST/AIDS, ligado à Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo. "Isso é claro se o tratamento for seguido à risca", afirma.
Segundo ela, é necessário o uso dos medicamentos antirretrovirais por 28 dias para evitar a sobrevivência e a multiplicação do vírus no organismo. Veja quais são as unidades de saúde ligadas ao SUS (Sistema Único de Saúde) que disponibilizam a PEP pelo Brasil [ clique aqui ]. E, se você mora no Estado de São Paulo, faça a busca pelo site do Centro de Referência .
A opção recomendada a vítimas de violência sexual (sexo não consentido), bem como a todas as pessoas que tenham tido uma relação sexual com penetração sem camisinha com um soropositivo ou alguém que não se sabe se vive ou não com HIV. O mesmo vale para o caso em que a camisinha estoura. Mas não é indicado para quem já tem o vírus ou quando o contato com o vírus tenha ocorrido há mais de 72 horas.
"O tratamento deve ser iniciado o mais rápido possível, preferencialmente nas duas primeiras horas após a exposição ao vírus e no máximo em até 72 horas", diz Ivone, que descreve a PEP como uma "medida preventiva de emergência", mas não "como uma substituta da camisinha".
E, como todo medicamento, os antirretrovirais utilizados na PEP também podem causar efeitos colaterais --dor de cabeça, enjoos, diarreia e, em casos mais raros, hepatite tóxica [inflamação no fígado causada por agentes químicos]. "Mas mesmo que você desenvolva algum desses sintomas, não interrompa o uso dos medicamentos. O indicado é procurar imediatamente o serviço de saúde que o atendeu para buscar orientações", diz Ivone.
Teste de HIV
Mas caso já não dê mais tempo para você recorrer à PEP, o importante é realizar o teste de HIV, que é feito a partir da coleta de saliva (fluido oral) e fornece resultados em aproximadamente 30 minutos. É simples, gratuito e indolor. "Exame que só deve ser feito de 20 a 30 dias após a relação sexual, tempo da chamada janela imunológica [período entre a infecção pelo vírus e a produção de marcadores detectáveis pelos testes laboratoriais]", afirma Ivone.
E, em casos de diagnóstico positivo, o recomendável é buscar atendimento médico para que se possa dar início ao devido tratamento. O Centro de Referência e Treinamento DST/AIDS sugere ainda atenção redobrada a outras doenças sexualmente transmissíveis, como sífilis, hepatite B e C. "Fique atento a possíveis feridas genitais e/ou corrimentos anormais, que devem servir de alerta e de indicativo para que se procure um médico."
Contra uma gravidez indesejada
Contra a gravidez indesejada, recomenda-se a "pílula do dia seguinte", que deve ser tomada nas primeiras 72 horas após a relação sexual e pode ser encontrada gratuitamente no SUS. Para quem optar em pagar pelo remédio, pode adquiri-lo em qualquer farmácia e sem a necessidade de apresentar receita médica.
No entanto, enquanto a pílula de uso contínuo tem 99% de chances de eficácia, a do dia seguinte oferece uma segurança máxima de 70% . Isso significa que, a cada 10 mulheres que optam por esse tipo de anticoncepcional, 3 podem engravidar. Eficiência que, segundo especialistas, acabam diminuindo a partir do uso frequente dessa pílula.
Mulheres com problema de coagulação, pressão alta, problemas renais ou diabetes devem consultar um médico antes de tomar o medicamento.
Fonte: http://www.jornalfloripa.com.br/mundo/noticia.php?id=51403571
"Todos são passíveis a erros, portanto não se envergonhe. O importante é buscar uma unidade de saúde para o tratamento pós-exposição em até 72 horas", afirma Alexandre Naime Barbosa, consultor da Sociedade Brasileira de Infectologia e professor da Unesp (Universidade Estadual Paulista), ao se referir ao PEP (Profilaxia Pós-Exposição ao HIV).
Uma medida de prevenção à infecção pelo vírus HIV está disponível gratuitamente na rede pública de saúde com índice de sucesso de 98%, segundo Ivone de Paula, gerente da área de prevenção do Centro de Referência e Treinamento DST/AIDS, ligado à Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo. "Isso é claro se o tratamento for seguido à risca", afirma.
Segundo ela, é necessário o uso dos medicamentos antirretrovirais por 28 dias para evitar a sobrevivência e a multiplicação do vírus no organismo. Veja quais são as unidades de saúde ligadas ao SUS (Sistema Único de Saúde) que disponibilizam a PEP pelo Brasil [ clique aqui ]. E, se você mora no Estado de São Paulo, faça a busca pelo site do Centro de Referência .
A opção recomendada a vítimas de violência sexual (sexo não consentido), bem como a todas as pessoas que tenham tido uma relação sexual com penetração sem camisinha com um soropositivo ou alguém que não se sabe se vive ou não com HIV. O mesmo vale para o caso em que a camisinha estoura. Mas não é indicado para quem já tem o vírus ou quando o contato com o vírus tenha ocorrido há mais de 72 horas.
"O tratamento deve ser iniciado o mais rápido possível, preferencialmente nas duas primeiras horas após a exposição ao vírus e no máximo em até 72 horas", diz Ivone, que descreve a PEP como uma "medida preventiva de emergência", mas não "como uma substituta da camisinha".
E, como todo medicamento, os antirretrovirais utilizados na PEP também podem causar efeitos colaterais --dor de cabeça, enjoos, diarreia e, em casos mais raros, hepatite tóxica [inflamação no fígado causada por agentes químicos]. "Mas mesmo que você desenvolva algum desses sintomas, não interrompa o uso dos medicamentos. O indicado é procurar imediatamente o serviço de saúde que o atendeu para buscar orientações", diz Ivone.
Teste de HIV
Mas caso já não dê mais tempo para você recorrer à PEP, o importante é realizar o teste de HIV, que é feito a partir da coleta de saliva (fluido oral) e fornece resultados em aproximadamente 30 minutos. É simples, gratuito e indolor. "Exame que só deve ser feito de 20 a 30 dias após a relação sexual, tempo da chamada janela imunológica [período entre a infecção pelo vírus e a produção de marcadores detectáveis pelos testes laboratoriais]", afirma Ivone.
E, em casos de diagnóstico positivo, o recomendável é buscar atendimento médico para que se possa dar início ao devido tratamento. O Centro de Referência e Treinamento DST/AIDS sugere ainda atenção redobrada a outras doenças sexualmente transmissíveis, como sífilis, hepatite B e C. "Fique atento a possíveis feridas genitais e/ou corrimentos anormais, que devem servir de alerta e de indicativo para que se procure um médico."
Contra uma gravidez indesejada
Contra a gravidez indesejada, recomenda-se a "pílula do dia seguinte", que deve ser tomada nas primeiras 72 horas após a relação sexual e pode ser encontrada gratuitamente no SUS. Para quem optar em pagar pelo remédio, pode adquiri-lo em qualquer farmácia e sem a necessidade de apresentar receita médica.
No entanto, enquanto a pílula de uso contínuo tem 99% de chances de eficácia, a do dia seguinte oferece uma segurança máxima de 70% . Isso significa que, a cada 10 mulheres que optam por esse tipo de anticoncepcional, 3 podem engravidar. Eficiência que, segundo especialistas, acabam diminuindo a partir do uso frequente dessa pílula.
Mulheres com problema de coagulação, pressão alta, problemas renais ou diabetes devem consultar um médico antes de tomar o medicamento.
Fonte: http://www.jornalfloripa.com.br/mundo/noticia.php?id=51403571
sexta-feira, 2 de fevereiro de 2018
Viagra tem, mas e a camisinha?!
Oi gente bonita!
Vim contar uma cena que vi, que me chamou muita atenção...
Trabalho perto de um clube e nas quartas-feiras a tarde acontece o baile de idosos lá.
Estava parada quase em frente a esse local, esperando na calçada o semáfaro fechar para poder atravessar a rua, quando vejo do outro lado da rua dois idosos conversando.
Um deles mostra uma sacola com caixa de remédio dentro para o outro e fala:
- Olha aqui, hoje tem, de hoje não passa!
E o outro responde:
- Ta assanhado hein, com esse azulzinho.
Nisso, o sinal fecha e consigo ver na sacola que se trata de viagra, aquele medicamento para impotência sexual que ajuda a manter ereção.
Só que na sacola só tinha a caixa de medicamento e aí eu fiquei pensando:
Viagra tem, o que possibilita ele de manter relações sexuais, mas e a camisinha?
Li várias matérias que comentam o aumento de IST's em idosos, inclusive o hiv.
A camisinha é importante e deve ser usada por pessoas de todas as faixas etárias e não é vergonha nenhuma, inclusive há a distribuição gratuita nas unidades básicas de saúde.
Beijos,
Edna.
Vim contar uma cena que vi, que me chamou muita atenção...
Trabalho perto de um clube e nas quartas-feiras a tarde acontece o baile de idosos lá.
Estava parada quase em frente a esse local, esperando na calçada o semáfaro fechar para poder atravessar a rua, quando vejo do outro lado da rua dois idosos conversando.
Um deles mostra uma sacola com caixa de remédio dentro para o outro e fala:
- Olha aqui, hoje tem, de hoje não passa!
E o outro responde:
- Ta assanhado hein, com esse azulzinho.
Nisso, o sinal fecha e consigo ver na sacola que se trata de viagra, aquele medicamento para impotência sexual que ajuda a manter ereção.
Só que na sacola só tinha a caixa de medicamento e aí eu fiquei pensando:
Viagra tem, o que possibilita ele de manter relações sexuais, mas e a camisinha?
Li várias matérias que comentam o aumento de IST's em idosos, inclusive o hiv.
A camisinha é importante e deve ser usada por pessoas de todas as faixas etárias e não é vergonha nenhuma, inclusive há a distribuição gratuita nas unidades básicas de saúde.
Beijos,
Edna.
segunda-feira, 15 de janeiro de 2018
Psicólogo gratuito ou com valor simbólico.
Queridos (as), o Breno me sugeriu um post falando de como conseguir atendimento psicológico gratuito ou com valores simbólicos, ou seja um pouco mais em conta do que o valor comum.
Ele percebeu que muitos recém diagnosticados e até alguns que já estão a algum tempo vivendo com hiv estão com essa demanda e nem sempre dispõe de valores para o tratamento.
Então vim dar algumas dicas a vocês:
- Normalmente as universidades prestam atendimento de forma gratuita. No último ano da graduação em psicologia os alunos necessitam de pacientes para aprender a prática clínica e fazem esses atendimentos sem cobrar. Não se preocupem, pois o sigilo é sempre mantido e há um professor que orienta todos os passos. Em qualquer universidade/faculdade que há curso de psicologia há clínica escola com atendimento psicológico.
Aqui há uma lista das universidades no estado de SP que prestam esse serviço:
http://www.sedes.org.br/Departamentos/Psicanalise/arquivos_comunicacao/Clinicas-Escolas%20novo%20(e-mail)%20E-mail.pdf
- A maioria dos CTA's contam com psicólogos e como todo serviço de saúde do governo é de forma gratuita.
- As Unidades Básicas de Saúde também podem fazer o encaminhamento ao psicólogo que é feito no CAPS (Centro de Atenção Psicossocial) de cada cidade.
- Existem algumas ONG's (Organizações não Governamentais) que podem prestar atendimento. Faça uma pesquisa se há alguma em sua região.
- Grupo Indica Psico no Facebook. Nesse grupo há profissionais de várias cidades e os pacientes podem procurar o que mais se encaixa. Os valores da terapia variam de profissional para profissional e com alguns é possível negociar valores. Há profissionais que trabalham com valores mais baixos e acessíveis. https://www.facebook.com/groups/781757395170344/
- Me disponibilizo a fazer orientação psicológica via Skype ou Video chat no Whatsapp por valores simbólico aos interessados. Pagamento por depósito bancário. Informações envie um e-mail para: umnovosentidodavida@gmail.com
Então, digo que buscar psicoterapia não é motivo de vergonha, muito pelo contrário, é buscar qualidade de vida e conhecer a si mesmo.
Espero que o post seja útil!
Beijos e abraços,
Edna.
sexta-feira, 12 de janeiro de 2018
Grupo Amigos todos iguais
Passando para divulgar, com a permissão do administrador, é claro, um grupo super legal que o Breno está fazendo parte.
Ele me contou que é muito bom, falam sobre tudo um pouco, com muito respeito e acolhimento. Então se faz bem para ele faz bem a mim também. Super indico!
Tem no Whatsapp e no Facebook.
Entrem em contato no número indicado.
Beijos,
Edna
Ele me contou que é muito bom, falam sobre tudo um pouco, com muito respeito e acolhimento. Então se faz bem para ele faz bem a mim também. Super indico!
Tem no Whatsapp e no Facebook.
Entrem em contato no número indicado.
Beijos,
Edna
"Acabou para você", diz jogo da Fundação Pró-Sangue sobre pessoa HIV positiva
Olá pessoas lindas!
O Breno viu essa matéria e achou interessante compartilhar.
Menos mau pela instituição ter feito um pedido de desculpa.
Mas hiv não é sinônimo de vida acabada, não acaba o jogo quando se vive com hiv. Muito pelo contrário, é aí que se percebe o quanto se tem para viver e o quanto a vida é valiosa!
Beijos e abraços.
Edna.
Doador de sangue recebeu jogo de tabuleiro que aborda critérios para realizar procedimento com a frase sobre sorologia positiva: "Você perdeu!!!"
Após doar sangue no posto do Hospital das Clínicas da Fundação Pró-Sangue, em São Paulo, na última terça-feira (9), o paulistano Felipe Held recebeu um kit de "brinde", junto do lanche que é oferecido para quem pratica a ação. Dentro da sacola havia bombom, lápis de cera e alguns papeis. Até aí, tudo "normal", mas um jogo de tabuleiro com regras sobre a doação de sangue foi o que chamou a atenção.
A maneira como a peça do jogo se refere à pessoa HIV positiva, como sendo o "fim do jogo" levantou questionamentos de outros internautas que responderam à publicação de Held. "Acho que é denunciável. Vai contra tudo que tem sido feito nos últimos anos, pra conscientizar sobre como o HIV não é o fim do mundo e por isso é importante fazer o teste de diagnóstico", disse um usuário.
"'O jogo acabou para você'. É de uma insensibilidade e estupidez sem tamanho associar uma frase dessas ao diagnóstico de infecção por HIV", escreveu outro.
O outro lado
Questionada sobre o jogo, a Fundação Pró-Sangue afirmou lamentar o caso e se desculpou. A instituição, porém, ressalta que o a frase está inserida em um contexto de um jogo que aborda os critérios para a doação de sangue e afirma que em momento algum foi feita a associação do termo "sorologia positiva" com o HIV.
"Oportunamente, ressaltamos que vários testes sorológicos são realizados e não somente o de HIV dentre eles sífilis, doença de chagas, malária e hepatite B e C. As doações de sangue são fundamentais para garantir a vida de inúmeros pacientes. Uma bolsa com sorologia positiva ou alterada não pode ser transfundida", afirmou a organização em nota.
Um dos requisitos para realizar a doação é a testagem para o sorologia positiva. Entre outras infecções, caso a pessoa esteja vivendo com HIV, causador da Aids , ela não pode fazer o procedimento.
Embora não esteja especificado que a mensagem não se destinava apenas à sorologia positiva para o HIV, o termo é popularmente ligado ao vírus, o que colaborou para que os usuários das redes sociais questionassem os padrões éticos e educacionais do material desenvolvido e distribuido pela Fundação Pró-Sangue. Confira abaixo a nota na íntegra.
A Fundação Pró- Sangue acolhe a crítica do doador Sr. Felipe Held e esclarece:
O jogo de tabuleiro citado foi desenvolvido pela presidente da CIPA Sra. Adriana Debes para ser distribuído para os colaboradores da instituição. Em virtude do número excedente de jogos, foi adaptado para ser entregue aos doadores com o objetivo de reforçar os requisitos básicos para doação, como por exemplo: “Você fez um piercing ou tatuagem, ou ainda maquiagem definitiva. Recue 3 casas”. Vale ressaltar que estes requisitos seguem a legislação.
Quanto ao cartão sorologia positiva, segundo a Sra. Adriana, apenas refere-se à sequência do jogo que se torna interrompida, já que a chegada ou vitória é a doação de sangue. “A intenção era ser objetivo e jamais agressivo”, concluí.
Oportunamente, ressaltamos que vários testes sorológicos são realizados e não somente o de HIV dentre eles sífilis, doença de chagas, malária e hepatite B e C.
As doações de sangue são fundamentais para garantir a vida de inúmeros pacientes. Uma bolsa com sorologia positiva ou alterada não pode ser transfundida.
A Fundação Pró Sangue, há mais de 30 anos, prioriza a qualidade no atendimento, o relacionamento e o respeito aos seus candidatos e doadores. Ressaltamos que o jogo já foi recolhido e não será mais distribuído.
Lamentamos o ocorrido e mais uma vez nos desculpamos.
Avanços
O vírus da imunodeficiência humana (HIV) é o responsável pela Aids, uma síndrome clínica que ainda não tem cura. A doença ataca o sistema imunológico com a destruição dos glóbulos brancos pelo vírus. Dessa forma, o organismo não consegue se defender de doenças oportunistas, o que pode levar a pessoa a óbito.
A transmissão do vírus pode acontecer por meio de relações sexuais sem o uso de preservativo, inclusive por via oral e anal. Além disso, o uso de seringa por mais de uma pessoa, contato com instrumentos que furam ou cortam não esterilizados e transfusão de sangue contaminado também podem transmitir HIV, assim como o fato de uma mãe infectada poder passar para o filho durante a gravidez, parto ou amamentação.
É importante lembrar que beijar, abraçar, tomar banho no mesmo banheiro, usar a mesma piscina, ter contato com suor e lágrima ou usar talheres e copos de pessoas com o vírus não apresentam risco.
O HIV passou a ficar mais conhecido a partir da década de 1980, quando os casos de pessoas infectadas aumentaram. Desde então, esse é um assunto estudado por pesquisadores do mundo todo.
Com o avanço das pesquisas, já foi possível diminuir a incidência dos casos em diversos países. Com a disponibilidade de terapias antirretrovirais, já é possível que pessoas com o vírus tenham uma expectativa de vida muito maior do que há dez anos.
Um estudo publicado pela revista científica britânica The Lancet , realizado pela Universidade de Bristol, no Reino Unido, concluiu que pessoas de 20 anos que começaram o tratamento em 2010 já têm uma expectativa de vida 10 anos mais alta do que a de jovens que foram submetidos ao tratamento com a mesma idade em 1996.
No Brasil tratamento antirretroviral para quem é soropositivo pode ser adquirido pelo Sistema Único de Saúde, e permite a prevenção dos danos causados pelo vírus no sistema imunológico.
Segundo o último Boletim do Ministério da Saúde divulgado em dezembro de 2017, foi apontado um aumento de 4,1% no número de casos de HIV notificados em 2016 no Brasil em comparação a 2015.
Em todo o mundo, mais de 36,7 milhões de pessoas são soropositivas , sendo que 19,5 milhões iniciaram o tratamento antirretroviral apenas em 2016. A maioria dessas pessoas tem qualidade de vida, com um resultado altamente efetivo.
Link deste artigo: http://saude.ig.com.br/2018-01-10/jogo-doacao-de-sangue-hiv-pro-sangue.html
Após doar sangue no posto do Hospital das Clínicas da Fundação Pró-Sangue, em São Paulo, na última terça-feira (9), o paulistano Felipe Held recebeu um kit de "brinde", junto do lanche que é oferecido para quem pratica a ação. Dentro da sacola havia bombom, lápis de cera e alguns papeis. Até aí, tudo "normal", mas um jogo de tabuleiro com regras sobre a doação de sangue foi o que chamou a atenção.
O jogo distribuído pela Fundação Pró-Sangue funciona como o famoso “Jogo da Vida”, em que o jogador avança pelo tabuleiro com o objetivo de chegar ao final primeiro. No caso desse distribuído aos doares de sangue em São Paulo, quando um jogador cai em uma casa específica do tabuleiro, precisa sortear uma das duas cartas "surpresas". Assim, quem tirar a que se refere à “sorologia positiva”, perde o jogo. Isso porque, entre as peças do jogo, um envelope em específico provocou a indignação no doador, já que guardava um bilhete com a seguinte mensagem: “Sorologia positiva – Você perdeu!!! O jogo acabou para você”. Chocado, Held resolveu publicar o caso em seu perfil no Facebook, chamando a atenção para a falta de sensibilidade da empresa. "QUE HORROR", exclamei, no susto, ao abrir o envelope", escreveu na rede social.
O jornalista aponta que a escolha da frase o deixou bastante tocado, especialmente por se tratar de um material elaborado por uma instituição de saúde bastante reconhecida e respeitada, conforme contou Held à reportagem do iG . “Quando abri o envelope e vi aquela mensagem, me coloquei no lugar de quem pode ser soropositivo ou conhecer alguém que seja. Pensei no desconforto ao ler uma frase tão insensível e irresponsável. Acho que eles exageraram ao usar essa abordagem”, critica.
O jornalista aponta que a escolha da frase o deixou bastante tocado, especialmente por se tratar de um material elaborado por uma instituição de saúde bastante reconhecida e respeitada, conforme contou Held à reportagem do iG . “Quando abri o envelope e vi aquela mensagem, me coloquei no lugar de quem pode ser soropositivo ou conhecer alguém que seja. Pensei no desconforto ao ler uma frase tão insensível e irresponsável. Acho que eles exageraram ao usar essa abordagem”, critica.
A maneira como a peça do jogo se refere à pessoa HIV positiva, como sendo o "fim do jogo" levantou questionamentos de outros internautas que responderam à publicação de Held. "Acho que é denunciável. Vai contra tudo que tem sido feito nos últimos anos, pra conscientizar sobre como o HIV não é o fim do mundo e por isso é importante fazer o teste de diagnóstico", disse um usuário.
"'O jogo acabou para você'. É de uma insensibilidade e estupidez sem tamanho associar uma frase dessas ao diagnóstico de infecção por HIV", escreveu outro.
O outro lado
Questionada sobre o jogo, a Fundação Pró-Sangue afirmou lamentar o caso e se desculpou. A instituição, porém, ressalta que o a frase está inserida em um contexto de um jogo que aborda os critérios para a doação de sangue e afirma que em momento algum foi feita a associação do termo "sorologia positiva" com o HIV.
"Oportunamente, ressaltamos que vários testes sorológicos são realizados e não somente o de HIV dentre eles sífilis, doença de chagas, malária e hepatite B e C. As doações de sangue são fundamentais para garantir a vida de inúmeros pacientes. Uma bolsa com sorologia positiva ou alterada não pode ser transfundida", afirmou a organização em nota.
Um dos requisitos para realizar a doação é a testagem para o sorologia positiva. Entre outras infecções, caso a pessoa esteja vivendo com HIV, causador da Aids , ela não pode fazer o procedimento.
Embora não esteja especificado que a mensagem não se destinava apenas à sorologia positiva para o HIV, o termo é popularmente ligado ao vírus, o que colaborou para que os usuários das redes sociais questionassem os padrões éticos e educacionais do material desenvolvido e distribuido pela Fundação Pró-Sangue. Confira abaixo a nota na íntegra.
A Fundação Pró- Sangue acolhe a crítica do doador Sr. Felipe Held e esclarece:
O jogo de tabuleiro citado foi desenvolvido pela presidente da CIPA Sra. Adriana Debes para ser distribuído para os colaboradores da instituição. Em virtude do número excedente de jogos, foi adaptado para ser entregue aos doadores com o objetivo de reforçar os requisitos básicos para doação, como por exemplo: “Você fez um piercing ou tatuagem, ou ainda maquiagem definitiva. Recue 3 casas”. Vale ressaltar que estes requisitos seguem a legislação.
Quanto ao cartão sorologia positiva, segundo a Sra. Adriana, apenas refere-se à sequência do jogo que se torna interrompida, já que a chegada ou vitória é a doação de sangue. “A intenção era ser objetivo e jamais agressivo”, concluí.
Oportunamente, ressaltamos que vários testes sorológicos são realizados e não somente o de HIV dentre eles sífilis, doença de chagas, malária e hepatite B e C.
As doações de sangue são fundamentais para garantir a vida de inúmeros pacientes. Uma bolsa com sorologia positiva ou alterada não pode ser transfundida.
A Fundação Pró Sangue, há mais de 30 anos, prioriza a qualidade no atendimento, o relacionamento e o respeito aos seus candidatos e doadores. Ressaltamos que o jogo já foi recolhido e não será mais distribuído.
Lamentamos o ocorrido e mais uma vez nos desculpamos.
Avanços
O vírus da imunodeficiência humana (HIV) é o responsável pela Aids, uma síndrome clínica que ainda não tem cura. A doença ataca o sistema imunológico com a destruição dos glóbulos brancos pelo vírus. Dessa forma, o organismo não consegue se defender de doenças oportunistas, o que pode levar a pessoa a óbito.
A transmissão do vírus pode acontecer por meio de relações sexuais sem o uso de preservativo, inclusive por via oral e anal. Além disso, o uso de seringa por mais de uma pessoa, contato com instrumentos que furam ou cortam não esterilizados e transfusão de sangue contaminado também podem transmitir HIV, assim como o fato de uma mãe infectada poder passar para o filho durante a gravidez, parto ou amamentação.
É importante lembrar que beijar, abraçar, tomar banho no mesmo banheiro, usar a mesma piscina, ter contato com suor e lágrima ou usar talheres e copos de pessoas com o vírus não apresentam risco.
O HIV passou a ficar mais conhecido a partir da década de 1980, quando os casos de pessoas infectadas aumentaram. Desde então, esse é um assunto estudado por pesquisadores do mundo todo.
Com o avanço das pesquisas, já foi possível diminuir a incidência dos casos em diversos países. Com a disponibilidade de terapias antirretrovirais, já é possível que pessoas com o vírus tenham uma expectativa de vida muito maior do que há dez anos.
Um estudo publicado pela revista científica britânica The Lancet , realizado pela Universidade de Bristol, no Reino Unido, concluiu que pessoas de 20 anos que começaram o tratamento em 2010 já têm uma expectativa de vida 10 anos mais alta do que a de jovens que foram submetidos ao tratamento com a mesma idade em 1996.
No Brasil tratamento antirretroviral para quem é soropositivo pode ser adquirido pelo Sistema Único de Saúde, e permite a prevenção dos danos causados pelo vírus no sistema imunológico.
Segundo o último Boletim do Ministério da Saúde divulgado em dezembro de 2017, foi apontado um aumento de 4,1% no número de casos de HIV notificados em 2016 no Brasil em comparação a 2015.
Em todo o mundo, mais de 36,7 milhões de pessoas são soropositivas , sendo que 19,5 milhões iniciaram o tratamento antirretroviral apenas em 2016. A maioria dessas pessoas tem qualidade de vida, com um resultado altamente efetivo.
Link deste artigo: http://saude.ig.com.br/2018-01-10/jogo-doacao-de-sangue-hiv-pro-sangue.html
terça-feira, 19 de dezembro de 2017
Trabalho com pessoas vivendo com hiv, por que não?
O caso que vou relatar agora não sei se é um caso de preconceito, mas posso afirmar com certeza se tratar de um caso de falta de informação. Tanto que nem contei ainda para o Breno, ele vai saber primeiro lendo aqui.
Sou psicóloga e atendo em uma clínica em que há várias psicólogas, tanto que nem conheço todas.
Semanas atrás, cheguei para atender uma paciente e encontrei uma psicóloga lá, a "D", nos apresentamos e ficamos conversando no consultório enquanto esperava minha paciente.
Nisso, começamos a falar de carreira, falei que sou recém formada, e que fiz psicologia com o intuito de trabalhar em clínica.
Aí a D foi falando um pouco sobre a atuação dela, que é formada a 3 anos, trabalha em clínica, principalmente com crianças e avaliação psicológica, mas que também gosta de outras áreas, como recursos humanos e me perguntou se eu tinha interesse por outra área, respondi que sim, que gosto da psicologia social, especifiquei que tenho muita vontade de trabalhar com grupos, de pessoas vivendo com hiv, câncer, idosos e outros assuntos "polêmicos"...
D logo foi tratando de falar que desses que citei só não trabalharia com hiv. Fiquei estarrecida com o comentário dela, tanto que nem quis saber o porque dela não querer.
Conversamos mais um pouco e eu me despedi para receber minha paciente.
E depois da sessão eu fiquei pensando várias coisas a respeito desse bate papo que tive com a psicóloga D.
Primeiro pensei em quando estava estudando ainda, sobre o que vimos sobre o hiv. Lembro que estudamos sobre o assunto, sobre o aconselhamento, inclusive o professor era um dos mais queridos pela turma e todos gostaram da abordagem humanista com que o assunto foi tratado.
D se formou em outra faculdade, não na mesma que eu.
Será que ela e a turma passaram por essa aula? O assunto hiv foi tratado na graduação? Ou foi visto e interpretado de modo errado?
Difícil.
Só sei que falta conhecimento. Alguém que lida diretamente com a saúde mental das pessoas deve procurar se informar sobre tais assuntos. E principalmente ser livre de todo e qualquer preconceito. Não nos cabe julgar, somente acolher a dor do outro e auxilia-lo a traçar o melhor caminho para fazer as escolhas certas em busca da felicidade.
Beijos.
Edna.
Sou psicóloga e atendo em uma clínica em que há várias psicólogas, tanto que nem conheço todas.
Semanas atrás, cheguei para atender uma paciente e encontrei uma psicóloga lá, a "D", nos apresentamos e ficamos conversando no consultório enquanto esperava minha paciente.
Nisso, começamos a falar de carreira, falei que sou recém formada, e que fiz psicologia com o intuito de trabalhar em clínica.
Aí a D foi falando um pouco sobre a atuação dela, que é formada a 3 anos, trabalha em clínica, principalmente com crianças e avaliação psicológica, mas que também gosta de outras áreas, como recursos humanos e me perguntou se eu tinha interesse por outra área, respondi que sim, que gosto da psicologia social, especifiquei que tenho muita vontade de trabalhar com grupos, de pessoas vivendo com hiv, câncer, idosos e outros assuntos "polêmicos"...
D logo foi tratando de falar que desses que citei só não trabalharia com hiv. Fiquei estarrecida com o comentário dela, tanto que nem quis saber o porque dela não querer.
Conversamos mais um pouco e eu me despedi para receber minha paciente.
E depois da sessão eu fiquei pensando várias coisas a respeito desse bate papo que tive com a psicóloga D.
Primeiro pensei em quando estava estudando ainda, sobre o que vimos sobre o hiv. Lembro que estudamos sobre o assunto, sobre o aconselhamento, inclusive o professor era um dos mais queridos pela turma e todos gostaram da abordagem humanista com que o assunto foi tratado.
D se formou em outra faculdade, não na mesma que eu.
Será que ela e a turma passaram por essa aula? O assunto hiv foi tratado na graduação? Ou foi visto e interpretado de modo errado?
Difícil.
Só sei que falta conhecimento. Alguém que lida diretamente com a saúde mental das pessoas deve procurar se informar sobre tais assuntos. E principalmente ser livre de todo e qualquer preconceito. Não nos cabe julgar, somente acolher a dor do outro e auxilia-lo a traçar o melhor caminho para fazer as escolhas certas em busca da felicidade.
Beijos.
Edna.
Dias inacabados
Esse relato é de algo que me aconteceu nos primeiros dias após receber o diagnóstico, foram dias intermináveis, “torturosos” eram inacabáveis.
A todo momento eu pensava que poderia morrer a qualquer instante, ao mesmo tempo pensava que era mentira por ter acontecido comigo, pelo que Edna não havia pego porque preservativos era eventualidade de usarmos.
Aqueles dias eu estava na época de negação somado à tristeza etc.
Em um dia daqueles tomei uma decisão de ir ao um outro posto de saúde fazer o teste rápido de HIV para eu ter a certeza que tudo aquilo era um engano (pelo menos era o que eu pensava). Pedi opinião de Edna sobre isso e ela me apoiou porque via meu sofrimento, via que eu estava perdido, disse a ela que iria apenas em busca de uma segunda opinião (se é isso que posso dizer). Edna me apoiou mesmo sabendo que já era a realidade, mas não quis me contrariar no momento, ela apenas estava do meu lado e nas minhas decisões, assim até como é hoje.
Bom, era uma sexta-feira ensolarada com muito calor, cheguei no posto e disse que queria fazer o teste, a atendente do balcão era uma amiga minha de infância que a muito tempo eu não a via, nos cumprimentamos coisa e tal e ela pediu para aguardar.
Aguardei uns 5 minutos e fui chamado.
Lembro que era uma enfermeira de cabelos pretos lisos que não passava dos 30 anos (acho rs), na sala ela me perguntou se eu já tinha feito esse teste em outro posto eu disse que não (rs) me explicou como seria o teste e tal, nesse momento ela estava calma e com a agulha furou meu dedo sem nenhuma dificuldade, depois pediu para eu aguardar na recepção uns 10 minutos que logo me chamaria de volta para mostrar o resultado.
Passaram uns 20 minutos contados no relógio, eu suando devido ao calor e um pouco nervoso também, até que fui chamado.
Entrei na sala e a enfermeira disse que deveria refazer o teste, disse que deu um “probleminha” com o coletor, reparei que ela tremia muito e estava um pouco descontrolada, nervosa, acho que ela estava querendo chorar ou com medo, não sei dizer ao certo, nessa hora já imaginei o resultado, como ela tremia muito que até fiquei com medo dela machucar meu dedo ou não conseguir fazer a segunda coleta. Até que ela tirou o sangue necessário e fui novamente para a recepção aguardar mais uns 20 minutos mais ou menos.
Passando o tempo ela me chamou.
Quando entrei na sala tinha mais uma pessoa, me cumprimentou dizendo que era psicóloga do posto.
Em primeiro lugar ela me perguntou se eu estava bem. Respondi que sim.
Depois me perguntou se eu sabia o que era DTS e se eu já tinha feito um exame daqueles outra vez. Disse que sim e que não.
Em seguida ela junto com a enfermeira me deram o resultado do exame, disseram que sou portador do HIV.
Nesse momento fiquei um pouco em silêncio, olhei para a enfermeira, depois para a psicóloga, abaixei a cabeça, fechei os olhos e pensei: Isso é real, aconteceu mesmo, mas não vou morrer disso, quero viver muito ainda!!!!!
A enfermeira perguntou se eu estava bem. Nessa hora eu já tinha derramado algumas lágrimas, então levantei a cabeça, olhei para elas e disse que sim, disse que estava bem.
Eu agradeci a elas pelo tempo que estiveram comigo, imagino que não seja fácil dar essa notícia.
Antes de eu me levantar disse a elas porque eu estava lá, disse que eu estava “perdido” e que logo mais nos próximos dias eu começaria o tratamento com os antirretrovirais.
Nesse momento foi que percebi que não adiantava eu querer fugir, não adiantava querer mentir, negar etc. tudo o que eu faria a partir daquele momento de algum modo isso faria “parte de minha vida”
A única dificuldade de hoje que vejo é o medo e o preconceito das pessoas, pois o desconhecido amedronta; estou aqui vivendo a cada dia igual a todos: com sonhos, desejos, fome, sede, rindo, chorando, amando etc...
Abraços
Breno
A todo momento eu pensava que poderia morrer a qualquer instante, ao mesmo tempo pensava que era mentira por ter acontecido comigo, pelo que Edna não havia pego porque preservativos era eventualidade de usarmos.
Aqueles dias eu estava na época de negação somado à tristeza etc.
Em um dia daqueles tomei uma decisão de ir ao um outro posto de saúde fazer o teste rápido de HIV para eu ter a certeza que tudo aquilo era um engano (pelo menos era o que eu pensava). Pedi opinião de Edna sobre isso e ela me apoiou porque via meu sofrimento, via que eu estava perdido, disse a ela que iria apenas em busca de uma segunda opinião (se é isso que posso dizer). Edna me apoiou mesmo sabendo que já era a realidade, mas não quis me contrariar no momento, ela apenas estava do meu lado e nas minhas decisões, assim até como é hoje.
Bom, era uma sexta-feira ensolarada com muito calor, cheguei no posto e disse que queria fazer o teste, a atendente do balcão era uma amiga minha de infância que a muito tempo eu não a via, nos cumprimentamos coisa e tal e ela pediu para aguardar.
Aguardei uns 5 minutos e fui chamado.
Lembro que era uma enfermeira de cabelos pretos lisos que não passava dos 30 anos (acho rs), na sala ela me perguntou se eu já tinha feito esse teste em outro posto eu disse que não (rs) me explicou como seria o teste e tal, nesse momento ela estava calma e com a agulha furou meu dedo sem nenhuma dificuldade, depois pediu para eu aguardar na recepção uns 10 minutos que logo me chamaria de volta para mostrar o resultado.
Passaram uns 20 minutos contados no relógio, eu suando devido ao calor e um pouco nervoso também, até que fui chamado.
Entrei na sala e a enfermeira disse que deveria refazer o teste, disse que deu um “probleminha” com o coletor, reparei que ela tremia muito e estava um pouco descontrolada, nervosa, acho que ela estava querendo chorar ou com medo, não sei dizer ao certo, nessa hora já imaginei o resultado, como ela tremia muito que até fiquei com medo dela machucar meu dedo ou não conseguir fazer a segunda coleta. Até que ela tirou o sangue necessário e fui novamente para a recepção aguardar mais uns 20 minutos mais ou menos.
Passando o tempo ela me chamou.
Quando entrei na sala tinha mais uma pessoa, me cumprimentou dizendo que era psicóloga do posto.
Em primeiro lugar ela me perguntou se eu estava bem. Respondi que sim.
Depois me perguntou se eu sabia o que era DTS e se eu já tinha feito um exame daqueles outra vez. Disse que sim e que não.
Em seguida ela junto com a enfermeira me deram o resultado do exame, disseram que sou portador do HIV.
Nesse momento fiquei um pouco em silêncio, olhei para a enfermeira, depois para a psicóloga, abaixei a cabeça, fechei os olhos e pensei: Isso é real, aconteceu mesmo, mas não vou morrer disso, quero viver muito ainda!!!!!
A enfermeira perguntou se eu estava bem. Nessa hora eu já tinha derramado algumas lágrimas, então levantei a cabeça, olhei para elas e disse que sim, disse que estava bem.
Eu agradeci a elas pelo tempo que estiveram comigo, imagino que não seja fácil dar essa notícia.
Antes de eu me levantar disse a elas porque eu estava lá, disse que eu estava “perdido” e que logo mais nos próximos dias eu começaria o tratamento com os antirretrovirais.
Nesse momento foi que percebi que não adiantava eu querer fugir, não adiantava querer mentir, negar etc. tudo o que eu faria a partir daquele momento de algum modo isso faria “parte de minha vida”
A única dificuldade de hoje que vejo é o medo e o preconceito das pessoas, pois o desconhecido amedronta; estou aqui vivendo a cada dia igual a todos: com sonhos, desejos, fome, sede, rindo, chorando, amando etc...
Abraços
Breno
sexta-feira, 8 de dezembro de 2017
"Dezembro vermelho"
Me chamou atenção a escassez de campanhas voltadas a luta contra o hiv/aids, já que agora é "Dezembro vermelho".
Vi cartazes apenas nos terminais de ônibus, que recebiam tímidos olhares das pessoas, como se aquilo não existisse.
Temos setembro amarelo, em prevenção ao suicídio. Outubro rosa em conscientização ao câncer de mama. Novembro azul em conscientização ao câncer de próstata.
Todas esses meses vemos as instituições, lojas, prefeitura e etc realizando campanhas, querendo mostrar as pessoas a importância da luta contra tais acontecimentos. Todos usam laços das cores correspondentes ao mês, mas quando chega dezembro ninguém quer usar o laço vermelho.
Hiv/aids ainda é tabu para a sociedade, falta conhecimento!
Ninguém tem hiv porque quer, as pessoas vivendo com hiv não são sujas, doentes e nem armas químicas ambulantes. São seres humanos com sentimentos como todo mundo, que enfrentam grandes batalhas e muitas vezes "matam um leão por dia" para estar onde se encontram.
E se você tem medo é bem simples, comece respeitando as pessoas com hiv, pois você provavelmente já teve contato com um soropositivo em sua vida e muitas vezes nem sabe.
Mais amor, respeito, empatia e carinho com o próximo!
Eu uso, e você?
Beijos,
Edna
domingo, 26 de novembro de 2017
Somos iguais, preconceito não.
E sábado voltando do trabalho passei por 2 terminais de ônibus daqui da cidade e me deparei com algo que me chamou atenção de maneira positiva, literalmente.
Já iniciaram as campanhas para o dia 1º de dezembro na luta contra aids.
Lembrando que a luta é contra a aids, não contra as pessoas vivendo com hiv!
Somos todos iguais, se você tem preconceito procure se informar melhor!
Gostei!
Beijos.
Edna
Já iniciaram as campanhas para o dia 1º de dezembro na luta contra aids.
Lembrando que a luta é contra a aids, não contra as pessoas vivendo com hiv!
Somos todos iguais, se você tem preconceito procure se informar melhor!
Gostei!
Beijos.
Edna
quinta-feira, 23 de novembro de 2017
Febre Amarela, hiv e vacina.
Aqui em nossa cidade houveram muitos casos de macacos morrendo devido ao vírus da febre amarela.
A Prefeitura indicou que todos fossem imunizados, procurando a unidade básica de saúde mais próxima de suas residencias.
Porém, é válido ressaltar que pessoas vivendo com hiv devem primeiramente procurar auxílio médico antes de tomar a vacina, já que não são todos que podem tomar.
Se o CD4 estiver baixo a vacina pode ser contraindicada.
A febre amarela é transmitida pela picada de algumas espécies de mosquito, não sendo transmissível de uma pessoa para outra.
Portanto, na dúvida consulte seu infectologista.
Beijos,
Edna.
A Prefeitura indicou que todos fossem imunizados, procurando a unidade básica de saúde mais próxima de suas residencias.
Porém, é válido ressaltar que pessoas vivendo com hiv devem primeiramente procurar auxílio médico antes de tomar a vacina, já que não são todos que podem tomar.
Se o CD4 estiver baixo a vacina pode ser contraindicada.
A febre amarela é transmitida pela picada de algumas espécies de mosquito, não sendo transmissível de uma pessoa para outra.
Portanto, na dúvida consulte seu infectologista.
Beijos,
Edna.
segunda-feira, 16 de outubro de 2017
HIV na terceira idade.
Li essa matéria no G1 e achei que seria interessante compartilhar, vale ressaltar que o vírus não escolhe idade...
Incidência do vírus da Aids entre idosos aumentou 60% no Estado de São Paulo entre 2009 e 2015.
Uso de preservativos é tabu entre os mais velhos, afirma coordenadora de Saúde.
Até pouco tempo atrás, a costureira Maria Rita Alves Lemes, de Ribeirão Preto (SP), considerava ter chegado à fase mais tranquila de sua vida.
Mas, aos 67 anos, com três filhos e divorciada, o que ela menos imaginou foi ser diagnosticada com HIV na terceira idade.
"Não tive cuidado, porque não pensei na camisinha. Quem tinha talvez nem sabia que tinha", conta.
O alerta de Maria Rita se traduz nos números da transmissão do vírus da Aids entre idosos. Os casos subiram 60,6% em São Paulo entre 2007 e 2015.
Segundo a Secretaria Estadual de Saúde, a incidência subiu de 3,3 para 5,3 casos para cada cem mil habitantes nesse período.
Uma estatística que encontra explicação num traço de comportamento comum entre os mais velhos que exaustivamente gera alerta entre as autoridades médicas:
a falta do preservativo na relação sexual, de acordo com a coordenadora do Programa DST/Aids de Ribeirão Preto, Lis Neves.
"Observamos que os idosos estão saindo mais, aproveitando a vida um pouco mais, estão se divertindo mais.
Isso associado aos estimulantes sexuais, e os idosos de um modo geral não têm o hábito da prevenção em relação ao HIV", afirma.
Após a menopausa, de acordo com ela, a utilização de gel é importante e evita ferimentos que podem colocar o organismo em risco.
Além disso, a coordenadora recomenda aos pacientes fazer o exame.
"Sempre que for possível faça um teste de HIV ao menos uma vez na vida."
Maria Rita usa medicações diariamente contra o HIV, mas diz levar uma vida normal, sem efeitos colaterais. Mas ela jamais esquece a angústia que sentiu quando foi diagnosticada, graças a uma doença oportunista.
"Foi muito difícil, eu só chorava, chorava, por uns meses não adiantava você falar nada pra mim", conta.
A costureira, que costumava ter uma vida sexual ativa, confirma não ter se cuidado quando era preciso e acabou tendo que conviver, na terceira idade, com algo que nunca imaginou.
"Foi uma armadilha, porque eu jamais pensei em camisinha, nunca tinha pensado em camisinha.
(...) É uma coisa assim que você tem que acordar", conta, sem querer culpar um ou outro parceiro pelo que aconteceu.
Assim que descobriu o vírus, iniciou o tratamento com remédios e garante ter uma vida saudável, apesar de ter preferido nunca mais ter tido parceiros.
"Quanto mais cedo você descobrir, mais chance você tem de começar a tomar o remédio e sua imunidade melhorar."
Ela confirma que a falta de uso do preservativo é um hábito comum entre pessoas de sua idade.
"Tem muita gente que não acredita que essa camisinha vai fazer algum efeito, e muita gente diz que não gosta."
Com a lição aprendida, Maria Rita agora usa seu caso de exemplo.
Para quem caiu na armadilha, a dica é não desanimar.
"Levantar a cabeça, começar a tomar os remédios direitinho", diz.
Para os demais, velho ou novo, vale o alerta básico, mas sempre importante.
"Hoje encho o quarto do meu neto de preservativos."
https://g1.globo.com/sp/ribeirao-preto-franca/noticia/costureira-de-67-anos-relata-angustia-ao-descobrir-hiv-nao-pensei-na-camisinha.ghtml
Costureira de 67 anos relata angústia ao descobrir HIV: 'não pensei na camisinha'
Incidência do vírus da Aids entre idosos aumentou 60% no Estado de São Paulo entre 2009 e 2015.
Uso de preservativos é tabu entre os mais velhos, afirma coordenadora de Saúde.
Até pouco tempo atrás, a costureira Maria Rita Alves Lemes, de Ribeirão Preto (SP), considerava ter chegado à fase mais tranquila de sua vida.
Mas, aos 67 anos, com três filhos e divorciada, o que ela menos imaginou foi ser diagnosticada com HIV na terceira idade.
"Não tive cuidado, porque não pensei na camisinha. Quem tinha talvez nem sabia que tinha", conta.
O alerta de Maria Rita se traduz nos números da transmissão do vírus da Aids entre idosos. Os casos subiram 60,6% em São Paulo entre 2007 e 2015.
Segundo a Secretaria Estadual de Saúde, a incidência subiu de 3,3 para 5,3 casos para cada cem mil habitantes nesse período.
Uma estatística que encontra explicação num traço de comportamento comum entre os mais velhos que exaustivamente gera alerta entre as autoridades médicas:
a falta do preservativo na relação sexual, de acordo com a coordenadora do Programa DST/Aids de Ribeirão Preto, Lis Neves.
"Observamos que os idosos estão saindo mais, aproveitando a vida um pouco mais, estão se divertindo mais.
Isso associado aos estimulantes sexuais, e os idosos de um modo geral não têm o hábito da prevenção em relação ao HIV", afirma.
Após a menopausa, de acordo com ela, a utilização de gel é importante e evita ferimentos que podem colocar o organismo em risco.
Além disso, a coordenadora recomenda aos pacientes fazer o exame.
"Sempre que for possível faça um teste de HIV ao menos uma vez na vida."
'Foi uma armadilha'
Maria Rita usa medicações diariamente contra o HIV, mas diz levar uma vida normal, sem efeitos colaterais. Mas ela jamais esquece a angústia que sentiu quando foi diagnosticada, graças a uma doença oportunista.
"Foi muito difícil, eu só chorava, chorava, por uns meses não adiantava você falar nada pra mim", conta.
A costureira, que costumava ter uma vida sexual ativa, confirma não ter se cuidado quando era preciso e acabou tendo que conviver, na terceira idade, com algo que nunca imaginou.
"Foi uma armadilha, porque eu jamais pensei em camisinha, nunca tinha pensado em camisinha.
(...) É uma coisa assim que você tem que acordar", conta, sem querer culpar um ou outro parceiro pelo que aconteceu.
Assim que descobriu o vírus, iniciou o tratamento com remédios e garante ter uma vida saudável, apesar de ter preferido nunca mais ter tido parceiros.
"Quanto mais cedo você descobrir, mais chance você tem de começar a tomar o remédio e sua imunidade melhorar."
Ela confirma que a falta de uso do preservativo é um hábito comum entre pessoas de sua idade.
"Tem muita gente que não acredita que essa camisinha vai fazer algum efeito, e muita gente diz que não gosta."
Com a lição aprendida, Maria Rita agora usa seu caso de exemplo.
Para quem caiu na armadilha, a dica é não desanimar.
"Levantar a cabeça, começar a tomar os remédios direitinho", diz.
Para os demais, velho ou novo, vale o alerta básico, mas sempre importante.
"Hoje encho o quarto do meu neto de preservativos."
https://g1.globo.com/sp/ribeirao-preto-franca/noticia/costureira-de-67-anos-relata-angustia-ao-descobrir-hiv-nao-pensei-na-camisinha.ghtml
sábado, 7 de outubro de 2017
Assistente Social
Mês passado fui com o Breno tirar umas dúvidas com a Assistente Social do CTA.
E tive que deixar registrada aqui minha experiência.
Pois quando é para reclamar de algo a gente reclama sem nem pensar duas vezes, então quando merece elogio temos que elogiar também.
A E. extremamente educada e acolhedora, conversou bastante com nós 2. Perguntou como era namorar ele e sobre a questão de casamento e filhos.
Inclusive, disse que haviam outros casais sorodiscordantes que estão tendo filhos normalmente sem o risco de contágio. Nos orientou a conversar com a médica do Breno sobre o assunto e principalmente que nunca devemos desistir dos nossos sonhos.
Como já citei aqui no blog outras vezes, os profissionais do CTA são todos maravilhosos, tratam o Breno muito bem, e todas as vezes que vou lá sou bem recebida também!
Gratidão a todos eles, por todo carinho e acolhimento!
Beijos e abraços,
Edna
E tive que deixar registrada aqui minha experiência.
Pois quando é para reclamar de algo a gente reclama sem nem pensar duas vezes, então quando merece elogio temos que elogiar também.
A E. extremamente educada e acolhedora, conversou bastante com nós 2. Perguntou como era namorar ele e sobre a questão de casamento e filhos.
Inclusive, disse que haviam outros casais sorodiscordantes que estão tendo filhos normalmente sem o risco de contágio. Nos orientou a conversar com a médica do Breno sobre o assunto e principalmente que nunca devemos desistir dos nossos sonhos.
Como já citei aqui no blog outras vezes, os profissionais do CTA são todos maravilhosos, tratam o Breno muito bem, e todas as vezes que vou lá sou bem recebida também!
Gratidão a todos eles, por todo carinho e acolhimento!
Beijos e abraços,
Edna
Lei federal 12.984 de 2014
Recentemente, em São Paulo, foi lançada uma cartilha que fala sobre o combate a discriminação contra pessoas vivendo com HIV/aids.
Achei bem legal, conscientizar as pessoas que se trata de um crime tratar de maneira diferente alguém que vive com HIV, principalmente se tratando das empresas.
Após 2 anos de diagnóstico o Breno continua trabalhando, estudando, namorando, criando o filho, como qualquer outra pessoa, HIV não é empecilho para viver bem, com saúde e realizando todos os seus sonhos!
Edna
Achei bem legal, conscientizar as pessoas que se trata de um crime tratar de maneira diferente alguém que vive com HIV, principalmente se tratando das empresas.
Após 2 anos de diagnóstico o Breno continua trabalhando, estudando, namorando, criando o filho, como qualquer outra pessoa, HIV não é empecilho para viver bem, com saúde e realizando todos os seus sonhos!
Edna
2 anos, o que mudou? Camisinha e muito amor!
Ontem, 06/10/17 se completaram 2 anos do diagnóstico do Breno, do dia em que lemos naquele papel o "Reagente para HIV"
E aí eu me pergunto, o que mudou?
Muitas coisas...
Tratamento com os antirretrovirais, consultas médicas e camisinha sempre!
Mas eu vejo o Breno muito mais saudável do que antes. Não tenho medo de me relacionar com ele, as camisinhas estão presentes em todas as nossas relações e não é algo incomodo, muito pelo contrário.
Usar camisinha é uma forma de carinho!
E a mudança mais importante: depois do diagnóstico é que nós percebemos o tanto que gostávamos um do outro, eu decidi que queria estar com ele e enfrentar junto o que viesse. Não me arrependo, pois tudo que tive dele até agora foram coisas boas, carinho, compreensão, cuidado, e muito amor!
Um vírus não tem a capacidade de destruir o amor!
Beijos e abraços,
Edna
E aí eu me pergunto, o que mudou?
Muitas coisas...
Tratamento com os antirretrovirais, consultas médicas e camisinha sempre!
Mas eu vejo o Breno muito mais saudável do que antes. Não tenho medo de me relacionar com ele, as camisinhas estão presentes em todas as nossas relações e não é algo incomodo, muito pelo contrário.
Usar camisinha é uma forma de carinho!
E a mudança mais importante: depois do diagnóstico é que nós percebemos o tanto que gostávamos um do outro, eu decidi que queria estar com ele e enfrentar junto o que viesse. Não me arrependo, pois tudo que tive dele até agora foram coisas boas, carinho, compreensão, cuidado, e muito amor!
Um vírus não tem a capacidade de destruir o amor!
Beijos e abraços,
Edna
segunda-feira, 14 de agosto de 2017
Nova nomenclatura de "DST" para "IST"
A notícia já é relativamente antiga, mas nem por isso deixa de ser importante.
Agora não se usa mais a sigla DST, de Doenças Sexualmente Transmissíveis, mas sim IST, Infecções Sexualmente Transmissíveis.
Faz todo o sentido, pois uma doença pode deixar sintomas e sinais visíveis no organismo. Já as infecções podem ser assintomáticas, como é o caso da sífilis, herpes, HPV e etc.
Portanto, são infecções.
Beijos e abraços,
Edna.
Agora não se usa mais a sigla DST, de Doenças Sexualmente Transmissíveis, mas sim IST, Infecções Sexualmente Transmissíveis.
Faz todo o sentido, pois uma doença pode deixar sintomas e sinais visíveis no organismo. Já as infecções podem ser assintomáticas, como é o caso da sífilis, herpes, HPV e etc.
Portanto, são infecções.
Beijos e abraços,
Edna.
domingo, 6 de agosto de 2017
Falta de informação sobre o HIV leva a ignorância
Nesse mês de Agosto, a revista Galileu vai falar sobre HIV.
Breno e eu lemos uma matéria no site: "8 comentários que provam que a nossa capa sobre HIV é necessária" ( http://revistagalileu.globo.com/Sociedade/noticia/2017/08/8-comentarios-que-provam-que-nossa-capa-sobre-hiv-e-necessaria.html ), achamos interessante compartilhar com vocês.
Amanhã passarei na banca de revistas para garantir a minha Galileu! Estão de parabéns!
Beijos e abraços.
Edna.
Amanhã passarei na banca de revistas para garantir a minha Galileu! Estão de parabéns!
Beijos e abraços.
Edna.

É preciso entender que HIV e aids não são sinônimos. O primeiro é o vírus que destrói as células de defesa do nosso corpo; o segundo, a manifestação da doença em si (quando as defesas caem, o organismo fica vulnerável a doenças de vários tipos).
Hoje, tratamentos com antirretrovirais como aqueles oferecidos de graça pelo SUS, garantem que jovens que começaram a tomar a medicação a partir de 2008 tenham praticamente a mesma expectativa de vida de quem não vive com o vírus.

Muita gente acha que falar sobre aids e HIV é o mesmo que "glamurizar" o assunto. E assim a questão permanece sendo um tabu. "Continuamos com essa visão hipócrita de que falar sobre sexo incita os mais jovens, e não damos ferramentas para que eles tomem decisões mais seguras em relação à sexualidade", afirma Georgiana Braga-Orillard, diretora do Unaids.

Dois dos estudos norte-americanos mais importantes sobre o assunto, o HTPN 052 e o Partner, mostraram que não há perigo de transmissão entre parceiros quando o tratamento é feito de forma correta. É por isso que, neste vídeo, Gabriel Estrela afirma: "É mais seguro fazer sexo com quem faz o tratamento direitinho do que com quem não sabe sua sorologia".

Por ser carregado de estigma, o termo "aidético" ajuda a marginalizar pessoas que têm a sorologia positiva. As expressões mais recomendadas são "doente de aids", quando há manifestação da aids, ou "pessoa que vive com HIV", quando não há manifestação da doença.

Ser monogâmico não é garantia de estar livre de infecções, é preciso que o parceiro também seja — o que nem sempre é o caso. A camisinha é a forma mais prática e simples de prevenção, mas não é a única. Conhecer e combinar outras formas, como o gel lubrificante, a PEP, a PrEPe o tratamento (para quem já vive como vírus) pode ser uma solução eficiente para que não se dá bem com os preservativos, veja aqui. E, poxa, dá ouvidos pra gente, sim, somos legais. =]

A noção de que HIV e aids são problemas exclusivamente dos gays remete ao início da epidemia, quando os primeiro casos foram diagnosticados em homossexuais. Isso já faz mais de 30 anos. "Hoje, consideramos que todas as pessoas têm vulnerabilidade ao HIV", afirma o infectologista Ricardo Vasconcelos, do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP. Além de ofensivo, o conceito de "grupo de risco" é ultrapassado.
Uma mulher monogâmica casada com uma pessoa que faz sexo fora do casamento sem proteção tem muito mais chances de ser infectada do que uma profissional do sexo que se previne e faz os exames regularmente. Ou seja, adquirir uma infecção depende da forma como você se relaciona e não do grupo ao que você pertence.
E, não, a GALILEU não fala só de "de gay", também fala de lésbicas, de trans, de drags, e, inclusive, amamos RuPaul.

Sim, existem casos do tipo. Inclusive, expor pessoas a infecções do tipo é crime previsto no Código Penal e pode dar até quatro anos de prisão. Mas é preciso ter cuidado para não generalizar, o que marginaliza ainda mais as pessoas que vivem com o vírus e intensifica a ideia de "panico moral". "Trata-se desse medo exacerbado em relação ao HIV e que é fonte de toda discriminação", afirma Salvador Correa, da Associação Brasileira Interdisciplinar de Aids (Abia).

Em caso positivo no teste de farmácia, buscar informação é o mais importante. Além de agendar uma consulta para refazê-lo e iniciar o tratamento logo, é possível se informar através de canais como estes.
A Anvisa sugere que, em caso negativo, a pessoa deve refazer o teste mais duas vezes, a cada 30 dias, até completar 120 dias após a primeira possível exposição. Ainda assim, consultar um médico ou usar a PEP (um medicamento distribuído pelo SUS que ajuda a barrar a proliferação do vírus em até 72 horas) continuam sendo opções eficientes.
Racionamento do exame de carga viral.
Já havia visto algumas notícias sobre o racionamento dos exames de carga viral. Nas notícias diziam que só havia estoque para ser usado até o meio desse ano.
O Breno foi participar do grupo de apoio no Cta e a informação foi confirmada pelos profissionais. Ele já está com os exames agendados e na incerteza se poderá saber como está a sua carga viral.
Esse exame é muito importante para os soropositivos, pois é através dele que se mede a quantidade de vírus HIV no organismo, assim confirmando se o tratamento está fazendo efeito ou se é necessário partir para outra combinação de medicamentos.
Muito triste ver que o dinheiro público é usado para meios de lazer que não são tão importantes como a saúde.
A saúde está doente. Sem mais.
Beijos e abraços.
Edna
O Breno foi participar do grupo de apoio no Cta e a informação foi confirmada pelos profissionais. Ele já está com os exames agendados e na incerteza se poderá saber como está a sua carga viral.
Esse exame é muito importante para os soropositivos, pois é através dele que se mede a quantidade de vírus HIV no organismo, assim confirmando se o tratamento está fazendo efeito ou se é necessário partir para outra combinação de medicamentos.
Muito triste ver que o dinheiro público é usado para meios de lazer que não são tão importantes como a saúde.
A saúde está doente. Sem mais.
Beijos e abraços.
Edna
Exemplos de níveis de carga viral:
Alta: Maior ou igual a 100.000 cópias/mL
Baixa: Maior ou igual a 10.000 cópias/mL
Indetectável: Menos de 400 ou menos de 50 cópias/mL, dependendo do teste usado.
terça-feira, 4 de julho de 2017
A camisinha feminina sendo comercializada
Já havíamos falado da camisinha feminina aqui no blog e o que sabíamos é que são distribuídas gratuitamente nos postos de saúde e vendidas em alguns raros locais.
Eis que entrei em uma farmácia, que não citarei o nome, e encontrei para vender uma "filha única".
O valor é R$9,99 por 1 unidade.
Mesma marca distribuída gratuitamente. Se não houvesse mais a distribuição com certeza compraria, pois o conforto e segurança desse preservativo são espetaculares!
Beijos e abraços,
Edna.
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